Eletromobilidade

Volkswagen Caminhões e Ônibus vai desenvolver baterias com nióbio

Transporte de passageiros poderá ser beneficiado com carregamento rápido por meio da nova tecnologia. Foto: Divulgação / VWCO.

Fabricante vai fazer testes com o produto em veículos da marca em parceria com a CBMM

JESSICA MARQUES

A Volkswagen Caminhões e Ônibus informou nesta quinta-feira, 16 de setembro de 2021, que vai desenvolver baterias com nióbio. A fabricante vai fazer testes com o produto em veículos da marca em parceria com a CBMM, líder mundial na produção e comercialização de produtos de nióbio.

O acordo tem como objetivo o desenvolvimento e aplicação de baterias de recarga ultrarrápida para utilização em veículos elétricos concebidos pela montadora. O uso do nióbio com essa finalidade é inédito na indústria automotiva mundial.

Em nota, o presidente e CEO da Volkswagen Caminhões e Ônibus, Roberto Cortes, afirma que o transporte coletivo poderá ser beneficiado com a parceria.

A fabricante vai desenvolver os controles da operação da bateria com Nióbio no veículo. “Existem modais de transporte de passageiros, como o ônibus, que necessitam de carregamento rápido e essa nova tecnologia tem grande potencial para atender a essas demandas de uma forma eficiente”, diz Cortes.

Além da interface e dos parâmetros da bateria, a montadora vai desenvolver e fabricar os veículos 100% elétricos que serão utilizados nesse projeto. Durante a fase de testes, a VWCO vai monitorar e adquirir os dados em tempo real, conduzindo os estudos da aplicação dos veículos. Também está sob sua responsabilidade a implantação da infraestrutura de recarga ultrarrápida e a preparação de toda a cadeia com treinamento de motoristas, orientações de segurança e suporte no desenvolvimento das carrocerias.

“Essa aliança com a CBMM será mais um importante elo rumo à mobilidade do futuro. Nosso objetivo é criar uma solução de recarga ultrarrápida, pioneira na América Latina”, afirma também Cortes.

ESTRATÉGIA

A fabricante ressalta, em nota, que o acordo com a CBMM é estratégico, pois a empresa está consolidada como uma referência mundial no desenvolvimento de novas tecnologias com Nióbio para baterias de íons de lítio, com potencial para provocar profundas transformações na indústria nos próximos anos. A Volkswagen Caminhões e Ônibus, por sua vez, entrará com a expertise para estabelecer o comportamento dessas baterias no veículo, com todos os parâmetros de segurança e qualidade para concretizar o desempenho esperado.

“Essa parceria mostra o que duas grandes empresas globais podem fazer quando trabalham juntas. A experiência da Volkswagen Caminhões e Ônibus na produção de veículos comerciais somada ao nosso conhecimento no desenvolvimento de tecnologias inovadoras com o Nióbio resultam em um importante passo em direção à transformação na forma como nos locomovemos, contribuindo para uma mobilidade mais sustentável”, afirma o vice-presidente da CBMM, Ricardo Lima, em nota.

“A tecnologia que será empregada nas baterias é resultado de mais de três anos de pesquisa e desenvolvimento em parceria com a Toshiba, no Japão. Pela primeira vez estamos implementando esta solução, que devido ao uso do óxido de Nióbio no ânodo da bateria, permitirá uma operação de carregamento ultrarrápido, em menos de 10 minutos, maior durabilidade, vida útil e segurança. Este é, sem dúvida, um importante marco para a CBMM e para o Brasil”, afirma também.

Jessica Marques para o Diário do Transporte

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Comentários

Comentários

  1. É a Volkswagen, não é? A marca que os bozó odeiam kkkkkkkk Fico muito feliz com esse avanço, e estou super otimista que terá bons resultados, é ótimo ver uma empresa gigante como a Volkswagen, preocupada com o meio ambiene e com a diminuição dos gases efeito estufa na atmosfera, fora a busca de soluções que não gerem tanto custo para o cliente, pois o problema é ser tudo encarecido quando se trata de veículos elétricos, devido ser uma tecnologia muito nova. Mas só o fato de os veículos a combustão não precisarem do ARLA 32, já gera uma economia para o empresário, que tecnicamente é o que todos buscam, e se isso se repetir nos elétricos, será cada vez mais fácil migrar para a motorização elétrica, e isso vai significar muito no futuro.

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