São Sebastião do Paraíso (MG) corre o risco de ficar sem transporte coletivo no dia 1º de setembro

Foto: Paulo Vitor de Azevedo / Ônibus Brasil

Contratada em caráter emergencial por 180 dias, Talma Transportes reivindica novo reajuste em subsídios para renovar operação

ALEXANDRE PELEGI

A prefeitura de São Sebastião do Paraíso, município do estado de Minas Gerais com 70 mil habitantes, corre o risco de ficar sem transporte público já na próxima semana.

O contrato com a atual empresa, Talma Transportes, válido por 180 dias, está prestes a expirar, e há o sério risco de não se chegar a um acordo com a prefeitura para a continuidade dos serviços.

Retomado no dia 1º de março de 2021 após as restrições da pandemia de Covid-19, o transporte foi contratado emergencialmente até o dia 1º de setembro, quarta-feira próxima.

Recentemente, a prefeitura lançou aviso de Chamamento Público para garantir a contratação do serviço pelo período de mais 180 dias enquanto não realiza o procedimento licitatório para outorgar a concessão dos ônibus municipais. No entanto, o processo não teve sucesso. Relembre: https://diariodotransporte.com.br/2020/06/19/sao-sebastiao-do-paraiso-mg-faz-novo-chamamento-publico-para-o-transporte-coletivo/

A Talma Transportes ressente-se com a forte queda no número de passageiros. Dados da prefeitura mostram que devido à pandemia a média diária de passageiros pagantes caiu de 1.200 para 700 pessoas.

A tarifa tem se mantido em R$ 3,45 com direito a gratuidade para idosos.

A Câmara Municipal aprovou o pagamento de subsídio de R$ 210 mil, com repasse mensal de R$ 35 mil. Com a baixa demanda, este valor teve ainda de ser ampliado mensalmente em R$ 11 mil, o que elevou o subsídio para R$ 46 mil.

Apesar disso, a Talma Transportes alega que os valores provenientes do subsídio e da tarifa não têm sido suficientes para manter o equilíbrio da operação, e exigem novo aumento do repasse mensal.

Até o momento, prefeitura e empresa não conseguiram chegar a um acordo, o que pode interromper o serviço na próxima semana. Isso pode levar a prefeitura a municipalizar o sistema de ônibus, enquanto prepara a licitação definitiva.

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

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