Leilão do Trem Intercidades São Paulo-Campinas e linha 7 da CPTM será em abril de 2022
Publicado em: 16 de agosto de 2021
Prazo de concessão será de 30 anos; haverá três tipos de serviço; investimentos totais serão de R$ 8,57 bilhões e não haverá integração entre TIC e trem metropolitano; Serviço 710 deixará de existir
ADAMO BAZANI/WILLIAN MOREIRA
Em audiência pública realizada na cidade de Campinas, interior de São Paulo nesta segunda-feira, 16 de agosto de 2021, o Governo do Estado detalhou como pretende fazer a concessão do sistema ferroviário que envolve a Linha 7-Rubi da CPTM, criando o Trem Intercidades.
Segundo o cronograma estimado pelo governo, o leilão que vai conceder a linha deverá acontecer em abril de 2022, com o edital deste certame sendo divulgado em dezembro de 2021.
Na concessão, estará envolvida além da operação da Linha 7-Rubi, a criação do Trem InterMetropolitano (TIM) e o Trem Intercidades (TIC).
Assim, serão três serviços
* Linha 7-Rubi – será operada entre as estações Palmeiras-Barra Funda e Francisco Morato.
* TIM (Trem InterMetropolitano) – operado entre Francisco Morato e Campinas
* TIC (Trem Intercidades) – operado entre Barra Funda e Campinas, com uma parada em Jundiaí.
No caso do TIC, serão 101 km de extensão em todo o trecho, três estações e uma estimativa de viagem no tempo de 1 hora e 4 minutos, com 800 passageiros apenas sentados por viagem.
Para ela serão comprados, 15 novos trens e com a capacidade de altas acelerações, podendo chegar a velocidade de 140 km/h durante a viagem.
Já a linha 7 e o TIM terão operação com um total de 45 trens, sendo 38 trens já existentes e sete que serão comprados.
A tarifa aplicada nos dois serviços será a vigente nas demais linhas e sistemas metropolitanos ferroviários, atualmente correspondente ao valor de R$ 4,40.
O Trem Intercidades, por sua vez, deverá ter uma tarifa base referencial equivalente ao preço praticado pelo transporte por ônibus no mesmo trajeto entre a capital paulista e Campinas, com o valor máximo podendo chegar até R$ 55,30
Os investimentos totais serão de R$ 8,57 bilhões, divididos em três partes.
A primeira corresponde ao investimento direto no material rodante, ou seja, nos trens do TIM e TIC, num total de R$ 1,67 bilhões.
Para a modernização da Linha 7-Rubi será destinado um valor de R$ 2,15 bilhões ao longo da concessão e os outros R$ 4,75 bilhões vão ser destinados para melhorias na infraestrutura de todo o traçado, incluindo sistemas de energia, sinalização, via permanente e estações.
A Linha 10-Turquesa, foi deixada de fora do projeto. O secretário dos Transportes Metropolitanos, Alexandre Baldy, chegou a declarar que a linha 10 poderia ser incluída, o que não ocorreu.
O serviço 710, que une as linhas 7 e 10, na prática, deixará de existir.
Prevendo a segregação das vias, será feito pelo concessionário em conjunto com a MRS Logística que opera o sistema de transporte de carga entre Campinas e Barra-Funda, o processo de separação das operações, criando uma via exclusiva para a circulação de trens de carga, afim de eliminar um problema atual gerado pelo compartilhamento destas vias, interferindo em muitos casos no tempo total de viagem.
A concessionária operadora deste sistema será paga pelo sistema de PPD (Pagamento Por Disponibilidade), ou seja, ela será remunerada conforme o seu rendimento.
O valor total será uma parte fixo e outra composta desta variável como prestação do serviço de trem parador ente Palmeiras-Barra Funda e Francisco Morato e o Trem InterMetropolitano, eliminando um risco contratual causado pela covid-19 e a sua variável demanda de passageiros por dia.
A concessionária ainda poderá obter receitas de outras fontes além da tarifa, como o aluguel de espaços comerciais, propagandas publicitárias, sejam cartazes ou mídia digital por exemplo, aluguel de espaços físicos em estações, estacionamentos de veículos em áreas de sua responsabilidade e também no chamado “serviço de bordo” que venha a ser oferecido no TIC como alimentação na viagem.
SOBRE A LICITAÇÃO
O leilão acontecerá, segundo a previsão em abril de 2022, na B³ na cidade de São Paulo com a proposta de menor aporte de recursos a ser pago pelo poder concedente sendo a vencedora.
O ganhador terá o direito a exploração por 30 anos, deverá promover melhorias e atualização de sistemas.
Para garantias da proposta, o concorrente deverá ofertar o valor correspondente até 1% do total de investimentos previsto e como condições da assinatura do contrato, o vencedor deverá constituir a concessionária (SPE), integralizar capital social, contratar garantia de execução, comprovar experiência no ramo de operação do transporte público e se for um fundo de investimentos, comprovar integralização de capital exigido no edital.
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes
Willian Moreira em colaboração especial para o Diário do Transporte





























Na torcida pelo trem.
Trem destinado ao fracasso!
Estações antigas sem infraestrutura, sem conexões com transporte coletivo das cidades. Trem que liga SP ao lugar nenhum! Ninguém deixará o carro para 1° gastar tempo em ônibus lotado para chegar até estação e esperar pelo trem 2° estações ñ tem estacionamentos, e algumas ficam em lugares degradados 3° o objetivo das linhas tem que ser mais do que levar gente das RMC ou AUJ para o centro de SP, teria ter levar passageiros para o Aeroporto de Viracopos (Talvez uma extensão da linha em Campinas, aproveitando o gavetão da Mogiana). Em Jundiaí além da conexão na estação Vl Arens, uma conexão no terminal vl Hortolândia, na antiga estação do Horto. Futuramente com a extensão até Americana, reativar o ramal de Piracicaba em Sumaré. Assim o fluxo de passageiros seria nos dois sentidos partindo do meio da linha
Com as frequentes obras nas rodovias Band/Anhan. duvido que alguém deixara o carro ou o ônibus fretado pra ficar congelando em estações de trem
Andei muito nos trens da Fepasa
Não falaram nada com respeito aos funcionarios da CPTM…privatizam e os empregados que se danem…governo de
O trem vai passar em São Bernardo do Campo? Nos enganaram falando que íamos ter monotrilho! São Bernardo não possui ligações com a capital sem ser pelos obsoletos ônibus!!!
Com esse valor estimado de passagem, ainda compensará o uso de fretados, buser e Blablacar , ou os governos se modernizam as realidades, ou será mais um projeto pautado ao fracasso