Produção de ônibus no Brasil cresce 12,1% em sete meses, mas resultados ainda preocupam

Fretamento e Caminho da Escola foram principais responsáveis pela alta na demanda por ônibus. Foto: Divulgação.

Conforme levantamento da Anfavea, de janeiro a julho deste ano foram produzidos 11.857 chassis

JESSICA MARQUES

A produção de ônibus no Brasil cresceu 12,1% nos sete primeiros meses de 2021. Entretanto, a comparação é feita com relação a 2020, ano em que a pandemia de covid-19 chegou ao país e afetou tanto o mercado quanto a produção de veículos.

Os números foram divulgados na manhã desta sexta-feira, 06 de agosto de 2021, pela Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores).

De acordo com o levantamento da associação, de janeiro a julho deste ano foram produzidos 11.857 chassis. No mesmo período do ano passado, foram 10.575 unidades.

O aumento foi mais expressivo em urbanos do que em rodoviários. Confira os números, na íntegra:

RESULTADOS AINDA PREOCUPAM

Por sua vez, o licenciamento de ônibus no Brasil teve uma alta de 21,7% nos sete primeiros meses de 2021, em comparação ao mesmo período de 2020. Segundo a Anfavea, foram 8.808 emplacamentos comparados a 7.239.

Entretanto, o vice-presidente da Anfavea, Marco Saltini, afirmou que os resultados para o setor de ônibus ainda são preocupantes.

“O segmento de ônibus ainda continua muito fragilizado. A gente vem observando ainda que a pandemia trouxe um reflexo da situação de antes, que não era confortável. A questão da tarifa impacta na inflação, os custos para os transportadores também são realidade e é sempre uma conta difícil”, disse.

“A pandemia provocou uma situação em que, com o fechamento das cidades, os ônibus urbanos deixaram de circular e depois a necessidade de manter distanciamento resultou nos ônibus na rua com menos passageiros. Esse segmento acabou se fragilizando mais ainda durante esse período”, avaliou.

Entretanto, Saltini afirmou que a situação da pandemia de covid-19 trouxe oportunidades para o segmento de fretamento.

“As empresas, para manter o distanciamento, acabaram por aumentar a frota de transporte fretado, mantendo um nível de ocupação menor. Mas hoje isso já está equilibrado”, disse.

“Ainda é um setor que está bastante fragilizado e, nos últimos meses, tivemos uma influência do Caminho da Escola. Era um programa que ainda estava em vigor e demandando os veículos. A última licitação acabou, agora entramos em uma nova licitação, mas de fato as vendas e os licenciamentos só vão aparecer mais para frente, no segundo semestre. A gente tem muita preocupação com o segmento de ônibus”, finalizou.

Confira os números de licenciamento, na íntegra:

RANKING DE MARCAS

A Mercedes-Benz segue líder de mercado no ranking de marcas divulgado pela Anfavea. O levantamento considera a quantidade de ônibus emplacados no acumulado do ano.

Confira o ranking, na íntegra:

1º) Mercedes-Benz: 3.404 unidades, queda de 12,6%;

2º) MAN/Volkswagen: 2.647 unidades, alta de 52%;

3º) Agrale (inclui os miniônibus da Volare): 1.567 unidades, alta de 84,4%;

4º) Iveco (inclui os miniônibus CityClass): 857 unidades, alta de 499,3%;

5º) Volvo: 243 unidades, queda de 9,3%;

6º) Scania: 70 unidades, queda de 69,3%.

EXPORTAÇÃO

Por sua vez, o número de exportações de ônibus caiu 2,9%. O resultado foi puxado pela queda de 38,4% no número de chassis rodoviários exportados, mas equilibrado pela alta de 30,8% nos resultados de urbanos.

Jessica Marques para o Diário do Transporte

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