Diário no Sul

Vereadores de Londrina (PR) rejeitam projeto para retomar cobradores no transporte coletivo

Ônibus do transporte coletivo. Foto: George Miranda/Ônibus Brasil.

Projeto buscava revogar lei de 2012 que eliminou a função

WILLIAN MOREIRA

A Câmara Municipal de Londrina, no Paraná, discutiu nesta terça-feira, 03 de agosto de 2021, o projeto de lei nº 61/2018, que revoga a validade do artigo 2 da lei municipal nº 11.472/2012 em que retirou o cobrador dos ônibus da cidade. Em votação, acabou arquivado, com a proposta recebendo 12 votos contrários, cinco votos a favor e duas abstenções.

No projeto de Roberto Fu, o vereador alega que os motoristas tem uma alta responsabilidade não só ao dirigir, mas também de transportar vidas em viagens com muitos casos de passageiros acima de um limite seguro, e efetuar a cobrança da passagem nos pagamentos em dinheiro, cria mais uma tarefa que pode criar o risco de acidentes.

As empresas de ônibus por sua vez se defendem dizendo que o cargo de cobrador aumenta os custos que no cenário atual não é possível arcar.

“A função do motorista é dirigir, prestar atenção no trânsito, porque ele carrega vidas, em quantidade até além do permitido, o que teremos de discutir. Mas infelizmente esse projeto se tornou polêmico, até porque as empresas de ônibus alegam que ele vai trazer prejuízos [às concessionárias]. Outros falam da modernidade da catraca eletrônica (o que diminui o uso de dinheiro e a necessidade de troco). […] Tenho falado com alguns cobradores que foram demitidos e muitos não conseguiram trabalho fixo até hoje. […] Além disso, muitos motoristas se obrigam a cobrar com o ônibus em movimento. Dizem que, se forem parar todas vezes para receber a passagem, provocarão atraso na linha e no final da tarde serão punidos”, afirmou o vereador, em nota divulgada para a imprensa.

Entretanto, no âmbito dos debates sobre a lei, os vereadores Madureira e Matheus Thum, respectivamente líder e vice-líder do Executivo na Câmara, se manifestaram contrários ao projeto, explicando que é necessário um processo de modernização nas formas de pagamento, diminuindo o uso de dinheiro no transporte público, além de que tal medida, causaria um reajuste na tarifa do serviço.

A base dessa alegação foi um parecer técnico da Assessoria Jurídica do Legislativo, que apontou um crescimento no custo da mão de obra e impacto nas finanças públicas por meio do pagamento no programa para estudantes beneficiados com o Programa de Transporte Escolar Municipal.

Willian Moreira em colaboração especial para o Diário do Transporte

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