Vereador e sindicatos de trabalhadores de Catanduva criticam decisão da Luwasa de suspender linhas intermunicipais

Foto: Lucas Rafael Januário / Ônibus Brasil

Em solicitação à Artesp viação solicitou a interrupção por um ano das ligações da cidade a Cajobi, Novo Horizonte e Ibitinga

ALEXANDRE PELEGI

A decisão da Viação Luwasa de paralisar três linhas intermunicipais suburbanas na região de Catanduva, interior de São Paulo, por 365 dias vem provocando reações negativas.

Como mostrou o Diário do Transporte, a empresa integrante do Grupo Expresso Itamarati solicitou a paralisação da ligação da cidade, sede da empresa, com os municípios de Ibitinga, Novo Horizonte e Cajobi.

A solicitação da Luwasa formalizada junto à Artesp (Agência de Transporte do Estado de São Paulo) foi publicada no Diário Oficial do dia 20 de julho de 2021.

Relembre:

Viação Luwasa pede à Artesp suspensão de linhas intermunicipais suburbanas com foco em Catanduva

Há alguns dias o presidente da Câmara de Catanduva, Gleison Begalli (PDT), manifestou sua preocupação sobre a interrupção do serviço por meio de ofício à Artesp.

Agora foi a vez da União Sindical de Trabalhadores de Catanduva (USTC) que, por meio de uma nota de repúdio à paralisação das linhas intermunicipais, questiona se a empresa “pensou bem” antes de solicitar tais suspensões. A USTC afirma que o prazo de 365 dias é “extremamente lesivo aos usuários”.

Conforme publicação do portal O Regional, a União Sindical questiona como os trabalhadores irão se deslocar para seus trabalhos. A entidade quer saber como fica a situação dos que fazem uso do vale-transporte: “serão obrigados a devolver os valores já pagos e antecipados pelas empresas?”.

Já o vereador Gleison Begalli comunicou à Artesp estar preocupado com a condição imposta ao transporte intermunicipal “e principalmente com a situação dos trabalhadores que dependem diariamente do transporte coletivo para o acesso ao trabalho, a serviços médicos e serviços em geral”.

No ofício enviando à Agência o presidente da Câmara de Catanduva solicitou ao diretor geral da Artesp, Milton Roberto Persoli, uma melhor avaliação do caso. “Solicitamos aos responsáveis por esta decisão que reflitam sobre os efeitos desta suspensão, uma vez que nossa população já vem sofrendo com outros percalços, além de afetar ainda mais a depreciada qualidade de vida de muitos cidadãos brasileiros”, concluiu.

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

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