Todas as linhas da CPTM operam nesta sexta (16) após um dia de greve

Houve acordo entre ferroviários e companhia quanto ao pagamento do PPR

ADAMO BAZANI

Todas as setes linhas da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) na capital paulista e Grande São Paulo operam nesta sexta-feira, 16 de julho de 2021, após uma quinta-feira de transtornos por causa de uma greve de ferroviários.

No fim da tarde de ontem, a empresa e os trabalhadores entraram em acordo sobre o PPR (Programa de Participação nos Lucros) cujos valores referentes a 2020 não haviam sido pagos pela estatal que alega dificuldades financeiras por causa da pandemia que reduziu a demanda de passageiros.

Segundo os sindicatos da categoria, a proposta feita pelos ferroviários para o encerramento da greve e aceita pelo governo do estado foi:

– 50% do PPR 2020 pagamento dia 10/08/2021;

– 50% restante do PPR 2020, com acréscimo da multa contratual em 10/01/2022;

– Não recorrer ao TST das decisões dos Dissídios Econômicos 2020 e 2021

Por causa da greve de ontem, ônibus ficaram superlotados.

A EMTU (Empresa Metropolitana de Transportes Urbansos) informou que mesmo com o fim da greve, as linhas intermunicipais estão circulando normalmente nesta quarta-feira (15) e prestando suporte à CPTM conforme necessidade e orientação do CCO da Companhia. No total, 24 linhas tiveram reforço com o acréscimo de 34 veículos a fim de atender aos passageiros prejudicados pela greve dos sindicatos que representam os colaboradores das linhas 7-Rubi, 8-Diamante, 9-Esmeralda e 10-Turquesa.

Doze linhas gerenciadas pela EMTU que circulam entre as estações da CPTM Itapevi – Barueri tiveram reforço de 16 veículos no total. Além delas, outras 12 linhas foram ampliadas com o reforço de 18 veículos.

Foi implementado reforço nas seguintes linhas da EMTU nesta quinta-feira: 020, 022, 060, 247, 263, 283 VP1, 390, 404, 479,496 VP1, 819 e 824 VP1, 284, 376, 361, 469, 436 (estendeu o horário de pico), 409, 238, 047, 063, 158BI1, 152, 153.

A SPTrans (São Paulo Transporte), que gerencia os ônibus municipais, diz ter mantido frota de pico para as tabelas de pandemia durante todo o dia.

Os trabalhadores da CPTM estão divididos entre os seguintes sindicatos:

Sindicatos dos Engenheiros de São Paulo: representa os trabalhadores da manutenção e engenharia das linhas.

Sindicato dos Ferroviários de São Paulo: trabalhadores das linhas 7-Rubi (Jundiaí/Brás) e 10-Turquesa (Rio Grande da Serra/Brás);

Sindicato dos Ferroviários da Zona Sorocabana: trabalhadores das linhas 8 -Diamante (Amador Bueno/Júlio Prestes), 9-Esmeralda (Osasco/Grajaú)  e 13-Jade (ferroviários de estações localizadas na cidade de Guarulhos);

Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias da Zona Central do Brasil: trabalhadores das linhas 11-Coral (Estudantes/Luz) e 12-Safira (Brás/Calmon Viana) e da 13-Jade (no trecho da capital paulista).

Antes dos impactos da pandemia de covid-19 sobre a demanda, as linhas da CPTM transportavam em torno de quatro milhões de pessoas por dia.

As linhas são:

7-Rubi (Jundiaí/Brás)

8 -Diamante (Amador Bueno/Júlio Prestes)

9-Esmeralda (Osasco/Grajaú)

10-Turquesa (Rio Grande da Serra/Brás)

11-Coral (Estudantes/Luz)

12-Safira (Brás/Calmon Viana)

13-Jade (Estação Aeroporto de Guarulhos/Engenheiro Goulart/Brás/Luz)

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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