Açaí, que fechou em Manaus, convoca funcionários para acordo rescisório ou baixa na carteira

Ônibus da Açaí Transportes

Empresa foi mais uma companhia de transporte no País que deixa de operar em meio à crise gerada pela pandemia; Linhas são prestadas por outras viações do sistema municipal

ADAMO BAZANI

A Açaí Transportes Coletivos, empresa que deixou de atuar na última quinta-feira, 08 de julho de 2021, na cidade de Manaus (AM), emitiu comunicado aos funcionários neste sábado (10), informando que o setor de RH (Recursos Humanos) estará na próxima semana atendendo para a realização de acordo rescisório ou baixa na carteira de trabalho.

A empresa ainda disse que vai liberar as chaves para o saque do FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço).

Como mostrou o Diário do Transporte, a prefeitura de Manaus informou nesta sexta-feira, 09 de julho de 2021, que realocou a frota de ônibus da Açaí para as empresas Líder, São Pedro, Integração, Via Verde, Rondônia, Coroado e Vegas com o objetivo de não deixar que os passageiros fiquem sem transporte coletivo.

Segundo o Instituto Municipal de Mobilidade Urbana (IMMU), em nota, todas as 11 linhas que eram de responsabilidade da Açaí estão sendo operadas normalmente nesta sexta (09) pelas outras companhias.

Relembre:

https://diariodotransporte.com.br/2021/07/09/prefeitura-de-manaus-realoca-frota-de-onibus-da-acai-que-teve-as-atividades-encerradas/

CRISE:

A Açaí foi mais uma das empresas de transportes coletivos no País que não resistiu à queda de passageiros gerada pela pandemia e de covid-19 e prolongada pelo atraso do início da vacinação contra a covid-19 pelo governo Brasileiro.

Na última semana, o presidente-executivo NTU (Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos), Otávio Cunha, explicou que, em 22 dezembro de 2020, associações representativas do setor de mobilidade urbana, tanto por trilhos como por pneus, apresentaram ao Ministério da Economia (ME) e ao MDR (Ministério do Desenvolvimento Regional) um documento com diversas propostas para melhorar os serviços e reduzir custos das tarifas para os passageiros, criando um novo marco regulatório para a mobilidade. Mas, segundo Cunha, até hoje não houve nenhuma resposta da gestão do presidente Jair Bolsonaro.

A falta de sinalização fez com que em 30 de abril de 2021, os transportadores procurassem parlamentares e a sociedade civil para discutir o pretendido novo marco, que traz sugestões como escalonamento de horários, taxação do transporte individual, atualizações dos atuais contratos e mais PPPs para corredores de ônibus.

A proposta de novo marco dos transportes está agora nas mãos do senador Antonio Anastasia (PSD-MG), que pode ser o autor formal de um projeto de lei (PL).

A entidade espera que a votação possa ocorrer na volta do recesso parlamentar, a partir de agosto.

Relembre:

https://diariodotransporte.com.br/2021/07/06/proposta-de-novo-marco-dos-transportes-deve-ser-analisada-pelo-congresso-na-volta-do-recesso-governo-federal-ignorou-sugestoes-de-empresas-de-onibus-trens-e-metro/

O veto integral no final do ano passado do presidente Jair Bolsonaro ao projeto que propunha um auxílio de R$ 4 bilhões para o setor de transportes causou frustação entre as empresas de ônibus.

Cunha relatou no início da apresentação, que a proposta de um auxílio teria partido de dentro do próprio Governo, em especial pela equipe econômica, mas “pegando os transportadores de surpresa”, o veto foi total e, pior, não surgiram novas propostas, Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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Comentários

Comentários

  1. DEUSDEDITH SILVA DA COSTA disse:

    Aqui em Manaus as empresas de ônibus só servem a enriquecer os empresários e sindicato ! Os ônibus oferecidos são cacarecos, tem isenção de imposto nos combustíveis, não recolhem corretamente as verbas trabalhistas, não pagam iss sobre o serviço, não pagam nem Ipva em muitos ônibus, a transparência obrigatória das receitas e despesas nem uma CPI dos vereadores conseguiu, enfim prestam um péssimo serviço !

  2. abilio disse:

    A empresa diz que quebrou por conta da pandemia e do governo que não a ajudou, porem essa não é toda a verdade. A verdade verdadeira é que os onibus dessa empresa eram os que mais quebravam todo dia, uma vez cheguei a ver uns quatro quebrado em suas respectivas rotas e isso bem antes da pandemia

  3. Romulo Miranda Da Rocha Cezario disse:

    Uma das piores empresa que oferecia transporte em Manaus

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