CPTM abre processo de Manifestação de Interesse para exploração comercial de áreas edificáveis nas Linhas 10-Turquesa, 11-Coral e 12-Safira

Linha 12-Safira. Foto: jefferson com 2 f's / @Jeffersonapg

Negócios estariam vinculados à implantação de empreendimentos como construção de escritórios, estacionamentos, shoppings, prédios comerciais, instituições de ensino, e outros

ALEXANDRE PELEGI

A Companhia Paulista de Trens Metropolitanos de São Paulo (CPTM) está convocando pessoas físicas ou jurídicas para que apresentem projetos voltados à exploração comercial de áreas edificáveis nas Linhas 10-Turquesa, 11-Coral e 12-Safira.

O processo de Chamamento Público foi publicado no Diário Oficial da União desta sexta-feira, 09 de julho de 2021, e os interessados deverão apresentar anteprojeto(s) de engenharia e/ou estudo(s) vocacional(is) para implantação de empreendimentos associados, o que compreende a construção de escritórios, estacionamentos, shoppings, prédios comerciais, galpões de distribuição, instituições de ensino, entre outros.

Os interessados deverão protocolar junto à CPTM manifestação nos termos do edital, ainda a ser publicado, em até 90 dias corridos a partir de hoje.

O edital estará disponível nos sites www.cptm.sp.gov.br e www.imprensaoficial.com.br.


RECEITAS ACESSÓRIAS

Um Procedimento de Manifestação de Interesse (PMI) é quando a Administração Pública joga a ideia para que interessados possam apresentar projetos. Ou seja, o poder público diz quais os objetivos que pretende atingir, mas não especifica como e nem de que maneira os resultados serão obtidos ao final.

Assim como na Companhia do Metropolitano de SP – Metrô, o PMI faz parte dos esforços da CPTM em lançar mão de projetos para exploração comercial no entorno das linhas com vistas a obter retorno financeiro para a empresa.

Parece claro que uma forma alternativa de depender menos de financiamento público é conseguir viabilizar opções alternativas de receitas para as administrações ferroviárias, além das tarifas. Ou seja, tornar o negócio ferroviário “mais rentável”, podendo até a vir ser financiado pelo mercado (isso em condições ideais).

O Japão, como exemplo, aplica a estratégia de financiamento por receitas acessórias. A  Tokyo Corporation, maior companhia ferroviária privada da região metropolitana de Tóquio de 2003 a 2012, faturou com receitas de tarifas apenas 41% de suas receitas. O restante adveio de receitas imobiliárias (34%), receitas de serviços residenciais (15%), receitas com hotelaria (5%) outras receitas (5%).

A East Japan Railway Company, maior companhia ferroviária de passageiros de 2001 a 2012, alcançou 71% da receita diretamente com tarifas, mas 15% de sua receita veio da exploração imobiliária de shopping centers de sua propriedade, 8% do aluguel de espaços em suas estações de passageiros e 5% de outras fontes de receita.

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

Compartilhe a reportagem nas redes sociais:
Comentários

Deixe uma resposta