Jundiaiense demite funcionários que lideraram greve de ônibus

Sindicato não apoiou paralisação; Linhas foram normalizadas durante a tarde

ADAMO BAZANI

Ao menos 31 funcionários da Viação Jundiaiense acusados de ter liderado uma greve de ônibus nesta quinta-feira, 08 de julho de 2021, em Jundiaí, no interior paulista, foram desligados pela empesa.

A circulação dos ônibus foi normalizada na parte da tarde.

O sindicato da categoria disse que não apoiou a paralisação e que negocia com a companhia de ônibus a campanha salarial.

A viação e a prefeitura classificaram a greve de ilegal pelo fato de não ter sido decidida em assembleia e não ter havido o prazo determinado por lei de comunicação com, no mínimo, 72 horas de antecedência.

Os trabalhadores reclamavam do fato de estarem sem reajuste salarial há dois anos.

A categoria também quer aumento em benefícios como vale alimentação e o retorno da PLR (Participação nos Lucros e Resultados).

Como mostrou o Diário do Transporte, no dia 25 de junho de 2021, pelos mesmos motivos já tinha sido realizada uma paralisação.

Relembre:

https://diariodotransporte.com.br/2021/05/25/greve-de-onibus-atinge-jundiai-nesta-terca-25/

Somente neste ano, foram quatro vezes que os motoristas de ônibus cruzaram os braços.

Em nota, a prefeitura de Jundiaí classificou a paralisação como ilegal.

A Unidade de Gestão de Mobilidade e Transporte (UGMT) informa que cerca de 86% da frota do transporte público está em circulação. Desde às 15h, 156 ônibus de um total de 180 atendem, além das linhas troncais (terminal – terminal) e os bairros. Nesta sexta-feira (9), as linhas operarão com horário de feriado.

Na manhã desta quinta-feira (08), alguns trabalhadores do transporte público iniciaram uma manifestação na porta das garagens, ocasionando uma paralisação sem respaldo jurídico e sindical no serviço. No período da tarde, a categoria tinha assembleia agendada com a entidade sindical, que acabou cancelada em virtude da paralisação independente.

A UGMT reitera que permanece acompanhando as negociações entre concessionária, sindicato e trabalhadores (pontuando que o momento da economia é delicado devido aos reflexos da pandemia), visando assegurar o equilíbrio e a prestação de serviço à população.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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