Dois ônibus são incendiados em Guadalupe no Rio de Janeiro

Ação criminosa aconteceu em meio a confronto de bandidos com a Polícia Militar na região da Avenida Brasil

WILLIAN MOREIRA

Dois ônibus do transporte coletivo do Rio de Janeiro foram incendiados na noite desta quarta-feira, 30 de junho de 2021, na região de Guadalupe.

O ataque contra os veículos foi por volta das 21h e foi seguido de um confronto de criminosos com a polícia que se dirigiu ao local do ataque contra os veículos do transporte.

Após a chegada a Polícia Militar, os Bombeiros foram ao local para apagar as chamas nos ônibus.

A Avenida Brasil, no sentido Centro, foi fechada durante a ação dos bandidos.

A polícia diz que os responsáveis pelo ato criminoso são da favela do Muquiço, em Guadalupe.

Em nota enviada ao Diário do Transporte, a Rio Ônibus disse que o prejuízo passa dos R$ 500 mil e que é a segunda vez que incêndio em ônibus acontecem no período de dez dias.

Leia abaixo a nota na íntegra.

“Este foi o segundo incêndio criminoso em menos de dez dias na cidade. Ambos no mesmo local, em Guadalupe. Incendiar patrimônio público é crime, mas nada é feito pelo Poder Público para estancar este absurdo que parece ter se naturalizado no Rio. A quem interessa queimar ônibus? Acreditamos que não seja o usuário do transporte, que depende dele diariamente. Os dois incêndios tiram das ruas ônibus novíssimos, parte do último lote comprado, em 2020, que não serão repostos, já que o sistema declara publicamente, desde o início da pandemia, que necessita de recursos do poder concedente para que empresas não continuem fechando as portas. Apesar do prejuízo de mais R$500 mil às empresas de ônibus, mais uma vez, quem perde é o passageiro e a cidade. O ônibus incendiado hoje pertencia à linha 908, da Vila Real, consorcio Internorte, que liga Bonsucesso e Guadalupe.”

O artigo 163 do Código Penal deixa claro que destruir inutilizar ou deteriorar o bem ou serviços de uma união, tanto estado, quanto município é considerado crime contra o patrimônio público. São enquadrados também bens privados a serviço público, que é o caso de ônibus de concessionárias e permissionárias de transporte público.

Willian Moreira em colaboração especial para o Diário do Transporte

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