Salvador publica edital para operação emergencial no lote C da CSN
Publicado em: 23 de junho de 2021
Entrega de propostas deve ser até 1° de julho e contrato será de 180 dias
ADAMO BAZANI
A Secretaria de Mobilidade (Semob) de Salvador informou que publicou nesta quarta-feira, 23 de junho de 2021, o edital de licitação para contratação emergencial de empresa para operar o transporte por ônibus na bacia C, que era de responsabilidade da CSN (Concessionária Salvador Norte) e que atualmente está sendo operada pela prefeitura.
A entrega de propostas deve ser até 1° de julho e contrato será de 180 dias.
Segundo a Semob, por meio de nota, “será contratada a empresa que oferecer as condições mais vantajosas, levando em consideração a apresentação da proposta de acordo com as especificações do projeto básico, a oferta de menor preço e o atendimento às exigências de habilitação contidas no edital”.
Enquanto estiverem ocorrendo as operações emergenciais, nos seis meses, a prefeitura vai querer lançar e concluir uma licitação com contrato de maior prazo.
O contrato é de R$ 108,74 milhões pelos 180 dias
EXIGÊNCIAS:
A prefeitura exige 400 ônibus para esta operação emergencial, sendo 394 convencionais e seis micro-ônibus.
A idade máxima dos chassis deve ser de 10 anos e a média da frota deve ser de 5,5 anos.
Todos os ônibus devem ser acessíveis.
INTERVENÇÃO
O prefeito Bruno Reis anunciou em 27 de março de 2021, o rompimento do contrato com o consórcio alegando diversas irregulares operacionais, fiscais e trabalhistas. Segundo o prefeito, as dívidas da CSN são de R$ 516 milhões.
Os serviços estavam sob intervenção da prefeitura desde 16 de junho de 2020 e, com a caducidade, passaram a ser de inteira responsabilidade do poder público.
Relembre:
Por meio de nota no dia do rompimento do contrato, a CSN (Concessionária Salvador Norte) reclamou da gestão da prefeitura no setor de transportes e chegou a classificar a restruturação do sistema realizada pelo poder público como um “desastre”.
Na nota, a CSN disse também que a prefeitura foi “omissa” em “cumprir sua parte no contrato” em seis anos e criticou o prefeito, cuja postura foi classificada como “arrogante” e ainda usou o termo “incompetência” ao se referir sobre a atuação do Sindicato dos Trabalhadores no impasse.
Relembre:
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes



