Greve de ônibus em Franca (SP) completa quatro dias

Até o momento, não há previsão para o fim da paralisação. Foto: Paulo Vitor de Azevedo/Ônibus Brasil.

Sindicato dos trabalhadores e empresa São José não entraram em acordo quanto às reivindicações

WILLIAN MOREIRA

A população de Franca, no interior de São Paulo, continua sem o atendimento dos ônibus da empresa São José devido a uma greve que entrou no quarto dia nesta terça-feira, 22 de junho de 2021.

Uma reunião entre a empresa e o sindicato da categoria não chegou a um acordo com relação ao que é pedido pelos funcionários, em especial o pagamento de salários atrasado desde o começo do mês, segundo a entidade sindical.

Como não foi possível chegar em um entendimento, pelo menos 20 mil passageiros são afetados em um protesto que até o momento não tem previsão de terminar.

Por meio de nota ao Diário do Transporte, a empresa São José diz que entrou na Justiça para garantir uma frota mínima em operação e que teve as finanças prejudicadas pelos efeitos econômicos da pandemia de covid-19.

“A São José, concessionária que opera o transporte coletivo urbano em Franca, entrou neste domingo (20) com uma ação judicial para conseguir atender a população usuária. A transportadora pede à Justiça a garantia de uma frota mínima para conseguir prestar o serviço essencial à população.

A concessionária, que teve a sua saúde financeira ainda mais abalada desde o início da pandemia, ficou sem receita alguma durante o período de lockdown. Durante duas semanas, por força de decreto municipal, como nenhum passageiro foi transportado, a concessionária não conseguiu efetuar o pagamento dos seus compromissos com os seus funcionários e fornecedores.

A São José esclarece que, em momento algum, teve a intenção de trazer qualquer tipo de desconforto aos seus funcionários e à população. Desde o início do ano passado houve queda acentuada no transporte de passageiros, além dos constantes reajustes nos preços do diesel, pneus, mão de obra, peças e acessórios, lubrificantes, veículos e demais componentes da ‘cesta de transporte’.

Esses fatores combinados (queda na demanda e reajustes elevados nos insumos, aliado à falta de revisão no custo do passageiro transportado) impactaram diretamente o caixa da concessionária. Todas as informações são de conhecimento da Prefeitura de Franca e da Empresa Municipal de Desenvolvimento de Franca (Emdef), órgão responsável pelo transporte e trânsito no município.

A São José entende que, caso a paralisação realizada pelo Sindicato dos Rodoviários for mantida por tempo indeterminado, além do prejuízo à comunidade francana, ela continuará sem receita e, dessa forma, será ainda mais difícil efetuar o pagamento dos funcionários, fornecedores e as demais despesas fixas e variáveis já contratadas.”

Willian Moreira em colaboração especial para o Diário do Transporte

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