Foz do Iguaçu (PR) abre processo para apurar possíveis irregularidades do Consórcio Sorriso

Ônibus em Foz do Iguaçu

Poder público apura descumprimento de contrato; Trabalhadores começaram greve em 13 de abril e dizem que não recebem regularmente salários e benefícios

ADAMO BAZANI

A prefeitura de Foz do Iguaçu, no Paraná, abriu processo administrativo para apurar possíveis irregularidades cometidas pelo Consórcio Sorriso, responsável pela operação dos ônibus municipais.

O Consórcio Sorriso é formado pela Expresso Vale do Iguaçu, Transportes Urbanos Balan e Viação Cidade Verde

A informação foi divulgada pela administração municipal em 11 de junho de 2021.

Os transportes na cidade têm sofrido diversos problemas.

Desde 13 de abril de 2021, os trabalhadores estão em greve alegando atrasos constantes em pagamentos de salários e benefícios.

Apenas parte da frota circula.

As companhias de ônibus, por sua vez, alegam que o sistema não tem se sustentado economicamente e que foram prejudicadas pela queda de demanda em decorrência da pandemia de covid-19.

O sistema passou por intervenção duas vezes e o reajuste da tarifa acabou virando disputa judicial, com a justiça determinando um reajuste em 28 de abril de 2021, como noticiou o Diário do Transporte

Relembre:

https://diariodotransporte.com.br/2021/04/28/justica-obriga-que-prefeitura-de-foz-do-iguacu-aumente-tarifa-de-onibus/

O contrato com o Consórcio foi assinado em 2010 e vai, pelo período regular, até outubro de 2025.

O secretário municipal da Transparência e Governança, José Elias Castro Gomes, disse, por meio de nota, que a qualidade do serviço se deteriorou na cidade.

“O serviço vem se deteriorando, cada dia pior, cada vez mais reclamações dos usuários. Hoje a nota de serviço de transporte coletivo em Foz do Iguaçu é beirando a 3,5 de 0 a 10″,

Segundo a prefeitura, em recente decisão da Justiça sobre a greve, ficou determinado que 60% da frota tem que rodar nos horários de pico.

“Dos 158 total do contrato, o sindicato e o consórcio teriam a obrigação de colocar 95 ônibus na rua e eles vem colocando 60, prejudicando a população e a questão da saúde pública”, ressaltou José Elias na mesma nota.

Com o procedimento, a prefeitura diz que espera que as empresas regularizem o atendimento e que haja um fim da greve.

A questão de outras cláusulas, de acordo com ele, seguirá sendo feita dia após dia, até que a população esteja satisfeita com o serviço. “Temos certeza que o consórcio tem ‘know how’ suficiente e os trabalhadores com seus direitos sendo pagos em dia, o sistema pode e deve funcionar”.

José Elias conclui lembrando que não existe impedimento do consórcio questionar, inclusive judicialmente por possíveis perdas financeiras. “Mas em nenhum momento a Prefeitura vai tolerar o descumprimento de nenhuma cláusula contratual”, afirmou segundo a nota.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

Compartilhe a reportagem nas redes sociais:
Comentários

Deixe uma resposta