Metrô de São Paulo tem arrecadação tarifária 42,3% menor nos três primeiros meses de 2021

Diferença no valor obtido com a comercialização de tarifa é resultado de uma comparação entre os meses de janeiro a março de 2020, com o mesmo período deste ano

WILLIAN MOREIRA

O Metrô de São Paulo perdeu quase a metade dos valores obtidos com a arrecadação mediante a venda de tarifas apenas nos três primeiros meses de 2021. Resultado é constatado com a comparação do mesmo período do ano passado.

Retirando o espaço de tempo entre janeiro e março de 2020 e também de 2021, a Companhia do Metropolitano arrecadou R$ 453 milhões (R$ 453.358.000,00) e, neste ano, a arrecadação foi de R$ 261 milhões (R$ 261.356.000,00). Um resultado 42,3% menor.

Um dos principais motivos desta queda se deve à pandemia, acompanhada de medidas restritivas, da diminuição do poder de compra da população e de empregos, o que é notado com um número inferior de pessoas utilizando o sistema.

Com este cenário desfavorável, nos últimos meses o Metrô já vem se movimentando para aumentar a obtenção de recursos financeiros por outros meios, como as receitas não-tarifárias que são aquelas fruto de, por exemplo, a vinculação de propagandas e uso de espaços comerciais.

Recentemente foi publicado um edital para concessão do uso de “naming rights” em seis estações das suas linhas: Saúde, Brigadeiro, Consolação, Penha, Carrão e Anhangabaú, já seguindo a diretriz de melhorar a arrecadação por outros meios, sem contar com a venda de passagens.

Relembre: https://diariodotransporte.com.br/2021/05/04/metro-publica-editais-para-concessao-de-naming-rights-das-estacoes-saude-brigadeiro-consolacao-penha-carrao-e-anhangabau/

2021:

2020:

 

Willian Moreira em colaboração especial para o Diário do Transporte

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