Dourados (MS) terá lockdown por 14 dias e limitação de 50% na ocupação dos ônibus

Foto: Gabriel Santos / Ônibus Brasil

Agravamento da pandemia levou prefeitura a determinar medidas mais restritivas a partir deste domingo (30)

ALEXANDRE PELEGI

O agravamento da pandemia da pandemia do Covid-19 levou a prefeitura de Dourados, no Mato Grosso do Sul, a decretar lockdown por 14 dias a partir deste domingo (30).

Quase 200 novos casos da doença por dia, além de uma média de 50 pessoas na fila de espera por uma vaga de UTI Covid, são números que surpreendem.

O boletim do Programa Prosseguir (Programa de Saúde e Segurança da Economia de Mato Grosso do Sul) classificou a cidade de Dourados na Bandeira Cinza, grau extremo de contaminação.

O transporte coletivo vai funcionar para quem precisar dos serviços, mas com limitação de 50% de capacidade de pessoas sentadas.

Durante esses 14 dias estará proibida a circulação de pessoas nas vias públicas durante todo o dia. As saídas só serão possíveis para idas a supermercados, açougues e padarias, farmácias, hospitais e postos de gasolina.

Estes estabelecimentos podem abrir, mas apenas com 50% da capacidade de atendimento, e com entrada permitida de apenas uma pessoa por família.

Supermercados, açougues e padarias podem funcionar de segunda à sábado até às 18h. No domingo, até às 14h.

Serviços de saúde que atendem urgência, emergência e alto risco continuarão funcionando normalmente. Já atendimentos eletivos estão suspensos.

Para o Prefeito Alan Guedes, Dourados vive um momento importante, porém difícil.

Enfrentando um inimigo que é o vírus da Covid-19 e lamentando o cenário que não é só em Dourados, mas do Brasil. E se nenhuma medida efetiva for tomada no nosso município podemos perder o controle da situação. Estamos com uma média de 40 a 50 pessoas na fila da UTI diariamente. Esse é um momento de união. Estamos trabalhando, fazendo tudo o que está ao nosso alcance e precisamos passar por esse momento juntos. Entendemos que é um momento que a sociedade precisa se unir para juntos oferecermos condições para que o serviço de saúde continue atendendo”, pondera o prefeito.

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

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