Acidentes com mortes envolvendo ônibus caem 17% na cidade de São Paulo em 2020

Ônibus em São Paulo (foto arquivo)

Em ano de pandemia, frota e quantidade de viagens foram reduzidas. Segundo relatório anual de sinistros de trânsito da CET, foram registradas 95 ocorrências que resultaram em mortes  com participação de coletivos no ano passado, enquanto, em 2019, houve 115 sinistros do tipo

ADAMO BAZANI

Os acidentes com mortes envolvendo ônibus na cidade de São Paulo caíram 17% em 2020 na comparação com 2019.

No ano passado, foram registradas 95 ocorrências de trânsito que resultaram em mortes com ônibus no município, ante 115 casos no ano anterior.

O dado faz parte do relatório anual de sinistros de trânsito da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), que também consolida as estatísticas relacionadas lesões e mortes ocorridas na cidade.

Por ser ano de pandemia, em 2020, a frota de ônibus em circulação em São Paulo e o número de viagens tiveram redução por causa d queda do número de passageiros.

Houve diminuição de frota e viagens dos ônibus municipais (SPTrans – São Paulo Transporte), metropolitanos (EMTU – Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos), Artesp (rodoviários intermunicipais) e ANTT (rodoviários interestaduais).

Entretanto, de acordo com a CET, a queda no número de mortes em acidentes envolvendo ônibus tem ocorrido se forem considerados períodos que extrapolam a redução de frota na pandemia.

“Na comparação entre o primeiro e o último ano da Década de Ação pela Segurança da ONU (2011-2020), a queda de sinistros fatais com ônibus foi de 56%: 217 casos em 2011 em comparação aos 95 que ocorreram em 2020. Ao acompanhar a evolução dos sinistros fatais por tipo de veículo, a curva referente aos ônibus segue diminuindo de forma contínua desde 2018, quando houve 131 casos com este tipo de modal. Em 2019, o número de sinistros fatais com ônibus registrou queda de 12%. O levantamento não separa os coletivos do sistema de municipal de transportes dos demais veículos desse modal de transporte.”

POR VEÍCULO:

O relatório anual da CET, ainda revela que os ônibus corresponderam a 8,9% do total de veículos envolvidos em acidentes de trânsito com morte em 2020.

Dos 1.086 veículos com participação nos casos de óbitos no trânsito no ano passado, 96 eram ônibus.

As motocicletas são o meio de transporte com maior envolvimento nessas situações, sendo 38,6% do total (420 motocicletas).

ATROPELAMENTOS:

Em relação aos atropelamentos com mortes, o levantamento anual da CET revela que, enquanto os automóveis foram os maiores responsáveis em 2020 por 44,5% dos 308 casos, seguidos das motocicletas, com 21,7%; os ônibus corresponderam a 14,6% dos casos.

O relatório da CET, na íntegra, pode ser consultado no link: http://www.cetsp.com.br/sobre-a-cet/relatorios-corporativos.aspx

Por meio de nota, a SMT (Secretaria de Municipal de Mobilidade Transportes) relacionou programas para redução de acidentes e treinamentos de motoristas de ônibus.

O lançamento do Plano de Segurança Viária (Vida Segura), em 2019, marcou o alinhamento do município ao conceito de Visão Zero e Sistemas Seguros. O Plano é o norte da gestão da cidade para o desenvolvimento e implantação de políticas públicas capazes de reduzir o número de sinistros e de vítimas no trânsito.

Dentre as medidas tomadas pela Prefeitura de São Paulo, por meio da Secretaria Municipal de Mobilidade e Transportes (SMT), e da SPTrans, para a segurança viária relacionada aos ônibus municipais estão a limitação em 50 km/h da velocidade máxima dos coletivos da frota municipal em toda a cidade desde 2017, a partir de dispositivos mecânicos nos veículos. Outra iniciativa, que também tem como objetivo aumentar a segurança de pedestres, ciclistas e motociclistas é a colocação, desde novembro de 2019, de adesivos nos ônibus municipais, indicando a existência de “pontos cegos” na visão do motorista.

Além disso, como gestora do sistema de transporte público, a SPTrans realiza junto às empresas operadoras o programa Viagem Segura, com treinamentos que incluem itens como condução segura, respeito aos passageiros, idosos e pessoas com mobilidade reduzida, além de conduta durante casos de abuso. Desde 2017, mais de 50 mil motoristas e cobradores de ônibus já passaram pela capacitação.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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