Greve da CPTM é adiada até 24 de junho

Decisão foi tomada em assembleia na noite desta quarta-feira

ADAMO BAZANI

Ferroviários da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) decidiram suspender a greve que tinha sido anunciada para esta quinta-feira, 27 de maio de 2021. Até pelo menos 24 de junho não haverá paralisação.

A decisão foi tomada em assembleia virtual na noite desta quarta-feira (26).

Com isso, todas as linhas funcionam normalmente nesta quinta-feira (27).

Em nota, os sindicatos da categoria dizem que uma nova audiência foi marcada no TRT (Tribunal Regional do Trabalho) no dia 23 de junho

O Sindicato da Sorocabana, em conjunto com o Sindicato de São Paulo e o Sindicato dos Engenheiros de São Paulo, informou que está suspensa a greve marcada para amanhã (quinta-feira), dia 27 de maio. A decisão foi tomada em assembleia que aconteceu hoje (quarta-feira), dia 26 de maio, onde a categoria decidiu por maioria dos votos acatar o parecer do Ministério Público e adiar a paralisação. “Nós não aceitamos o que a CPTM está fazendo com a nossa categoria, mais uma vez a empresa desrespeitou os ferroviários não respondendo ao proposto do MP. Foi marcada uma nova audiência, agora a última, vamos aguardar para ver o que a empresa irá responder, caso a proposta não seja aceita, paramos!”, afirmou o presidente interino do Sindicato da Sorocabana, José Claudinei Messias.

Em terceira audiência no Tribunal Regional do Trabalho, a CPTM alegou, de novo, que ainda não teve aprovação de todos os órgãos de governo necessários para aceitar a proposta do MP para o pagamento do PPR 2020. A empresa insiste em pagar as duas parcelas apenas em 2022, sendo que a primeira estava prevista para o dia 31 de março e a segunda para 30 de junho de 2021. A proposta do Ministério Público é que a CPTM cumpra com o compromisso de junho e efetue o pagamento da primeira parcela com encargos em janeiro de 2022, o que já foi aceito pelos ferroviários, mas que segue em questão por conta do imbróglio entre CPTM e governo estadual.

Foi marcada uma nova audiência para 23 de junho, quando as partes devem entrar em acordo. O MP solicitou que a paralisação dos ferroviários fosse adiada para que não houvesse prejuízo para a população e em assembleia, a categoria decidiu seguir a orientação, se mantendo em estado de greve até o dia 23 de junho e podendo efetivar a paralisação a partir do dia 24 de junho, caso a CPTM insista em não pagar o PPR.  

A categoria pede que a estatal de trens realize o pagamento do PPR 2020, que seria uma espécie de participação nos resultados.

De acordo com os sindicatos que representam os trabalhadores, o MPT (Ministério Público do Trabalho) havia proposto que a primeira parcela da PPR 2020 deveria ter sido paga no dia 31 de março e a segunda tem vencimento em 30 de junho.

A CPTM, entretanto, não aceitou.

Uma reunião no TRT (Tribunal Regional do Trabalho) foi realizada na tarde desta quarta-feira para tentar resolver o impasse.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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