Idec sugere redução de tarifas de ônibus fora do pico e ciclofaixas emergenciais
Publicado em: 25 de maio de 2021
Entidade enviou carta aos ministérios da Saúde e Desenvolvimento com 24 recomendações que devem ser repassadas a prefeituras para o transporte na pandemia
ADAMO BAZANI
O Idec (Instituto de Defesa do Consumidor) enviou carta aos ministérios da Saúde e Desenvolvimento com 24 recomendações que devem ser repassadas a prefeituras para o transporte na pandemia.
Entre as sugestões, estão redução de tarifas de ônibus fora dos horários de pico e criação de ciclofaixas e áreas para pedestres emergenciais para estimular outros modos de deslocamento, além do coletivo.
O documento ainda aponta que os transportes públicos precisam de fontes de financiamento extra-tarifários e que o Governo Federal deve ajudar.
“Em dezembro o presidente da República vetou o projeto de lei que previa um auxílio emergencial para o setor e não propôs nada no lugar. Uma decisão irresponsável, pois o transporte público é um serviço essencial. Não tem como parar. Se continuarmos assim veremos o caos e as mortes aumentarem ainda mais”, disse em nota o coordenador do Programa de Mobilidade Urbana do Idec, Rafael Calabria.
As 24 recomendações enviadas pelo Instituto têm como foco a gestão e operação dos transportes, entre a quais, segundo a nota
GESTÃO
Não permitir a suspensão do serviço de transporte coletivo.
Disponibilizar frota suficiente para reduzir lotações, garantindo o distanciamento social no interior dos veículos.
Organizar, com o setor privado local, o escalonamento dos horários das atividades de trabalho na cidade.
Reduzir a tarifa nos horários de menor utilização do transporte.
Incentivar as cidades a buscarem fontes extra tarifárias de financiamento.
Implantar ciclofaixas e áreas para pedestres emergenciais para estimular outros modos de deslocamento.
OPERAÇÃO
Adotar barreiras de acrílico para proteger os trabalhadores do setor.
Definir padrões de limpeza de veículos e estações.
Distribuir máscaras e disponibilizar álcool em gel nos transportes e estações.
Priorizar os trabalhadores do setor no Programa Nacional de Imunizações.
Reforçar a limpeza de ar-condicionado e priorizar janelas abertas.
Medir a temperatura corporal dos usuários.
Afastar funcionários pertencentes a grupos de risco e com sintomas ou doentes
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes


