Governador João Doria abre crédito de R$ 46 milhões para Metrô cobrir gratuidades

Apenas no primeiro trimestre deste ano Companhia já dispendeu quase R$ 39 milhões com esse item

ALEXANDRE PELEGI

O Metrô de São Paulo amargou um prejuízo de R$ 1,7 bilhão em 2020. Em comparação a 2019, ano em que a estatal já computara prejuízo de R$ 599 milhões, o crescimento de 184% na perda de receitas é explicado pela menor atividade comercial imposta pela pandemia da COVID-19.

Mas a segunda onda continua impactando nas receitas da estatal. Apenas no primeiro trimestre deste ano, o resultado foi de R$ 363 milhões negativos.

Entre os itens que vêm causando buracos no orçamento da estatal estão as gratuidades concedidas. Apenas no primeiro trimestre deste ano, Relatório do Metrô aponta gastos de R$ 39 milhões (R$ 38.997.000,00).

O governador João Doria abriu crédito suplementar para cobrir parte dessas despesas, com repasse à Companhia do Metropolitano de São Paulo.

Pelo Decreto 65.705, publicado na edição do Diário Oficial do Estado desta terça-feira, 18 de maio de 2021, fica aberto um crédito no valor de R$ 46 milhões para “ressarcimento de gratuidades aos passageiros”.

Vale lembrar que entre as medidas para conter gastos, o governo de São Paulo extinguiu a gratuidade para idosos entre 60 e 64 anos em 2021, benefício que valia desde 2013. Relembre:

Justiça atende recurso de Doria e gratuidades para idosos entre 60 e 64 anos são retiradas novamente na EMTU, CPTM e Metrô


Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

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