ÁUDIO: Paes vai tentar convencer MP e STF para voltar a vacinar contra a covid-19 motoristas de ônibus no Rio de Janeiro

Paes em coletiva nesta sexta-feira, 07 de maio de 2021

Segundo prefeito, em coletiva nesta manhã, há condições de vacinar as categorias profissionais sem prejudicar outros grupos

ADAMO BAZANI/WILLIAN MOREIRA

O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, vai tentar reverter ainda nesta sexta-feira, 07 de maio de 2021, a decisão do ministro Ricardo Lewandowski, do STF (Supremo Tribunal Federal) que suspendeu a vacinação contra a covid-19 para categorias profissionais como profissionais de educação, segurança pública, motoristas e cobradores de ônibus, transporte escolar e serviços de limpeza urbana.

Como mostrou o Diário do Transporte, Lewandowski atendeu ação da Defensoria do Estado do Rio de Janeiro que alegou risco de falta de imunizantes para outros grupos prioritários que estão na frente da lista do Ministério da Saúde e que o município não apresentou critérios para a inclusão dos profissionais neste momento.

Em entrevista coletiva na manhã desta sexta-feira (07), Paes disse que será apresentada nota técnica comprovando a necessidade de imunização neste momento destes profissionais, não apenas para o bem das categorias, mas para a continuação adequada dos serviços essenciais.

O prefeito garantiu que não haverá falta de imunizantes para os outros grupos prioritários por causa da vacinação dos profissionais.

Segundo Paes, não há dúvidas neste momento da importância dos profissionais de educação, segurança pública, motoristas e cobradores de ônibus, transporte escolar e serviços de limpeza urbana.

Ouça:

“Então, professores para nós são muito importantes, garis gente precisa dizer alguma coisa? Explicar porque eles são prioritários? Motorista de ônibus preciso explicar porque ele é prioritário? Nós recebemos ontem, nós tínhamos uma interpretação que a decisão do Supremo Tribunal Federal, ela era uma decisão baseada em alguma racionalidade que dizia basicamente o seguinte, se há uma explicação técnica para ser feito o que está sendo feito, ok, senão não pode ser. E essa foi à interpretação que o Ministro Lewandowski deu no caso do Governo do Estado. A decisão do Governo do Estado supostamente, não sou eu que vou julgar, o ministro julgou, não tinha argumentação técnica necessária.  Nós recebemos ontem uma notificação lá da força tarefa do Ministério Público Estadual, nós aqui respeitamos decisão judicial e a opinião do Ministério Público, eu ontem conversei pessoalmente com o Procurador Geral de Justiça, doutor Luciano, Daniel conversou com o doutor Leonardo, com a Márcia Lustosa do Ministério Público da força tarefa e nós vamos apresentar para eles uma nota técnica trazendo os argumentos e mostrando que é possível sim continuar vacinando professores, profissionais de limpeza, esses profissionais de transportes é possível, nós temos condições de fazer isso sem prejudicar em nada a vacinação de outros grupos prioritários definidos no PNI. O que a gente espera é que a partir dessa informação o Ministério Público junto com a Prefeitura possa nos permitir voltar a fazer a vacinação destes grupos que nós entendemos como grupos prioritários. Eu não sei se já encaminhou isso ou vai encaminhar hoje, é muito importante a gente vai tentar ter uma decisão, uma opinião favorável do Ministério Público ainda hoje”

Em nota, o Rio Ônibus, que representa as viações, disse que respeita a decisão judicial, mas ressalta necessidade de revisão da medida, já que os profissionais rodoviários são responsáveis pela operação de serviço essencial à sociedade e devem estar imunizados.

Adamo Bazani, Jornalista especializado em transportes e Willian Moreira em colaboração especial para o Diário do Transporte

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