Eletromobilidade

Bogotá planeja comprar apenas articulados e biarticulados elétricos em renovação de frota do Transmilênio a partir de 2022

Declaração foi feita por subsecretario de Política de Mobilidade da capital colombiana em webinar que também reuniu secretários de Buenos Aires e São Paulo

ALEXANDRE PELEGI / ADAMO BAZANI

O subsecretario de Política de Movilidad de Bogotá, Juan Esteban Martínez Ruiz, descreveu quais as principais ações a capital colombiana que estão sendo planejadas para os próximos anos.

A aquisição de ônibus elétricos para o Transmilênio, ao lado da construção de linhas de metrô e mas 40 km do BRT Transmilênio, está entre algumas das principais iniciativas.

Ruiz participou na manhã desta quarta-feira, 05 de maio de 2021, do webinar “Como a pandemia alterou a mobilidade em São Paulo, Bogotá e Buenos Aires”.

Promovido pela Prefeitura de São Paulo, por meio da Secretaria Municipal de Mobilidade e Transportes, e a Iniciativa Bloomberg de Segurança Viária Global, estiveram presentes também no encontro virtual o secretário de Mobilidade e Transportes da capital, Levi Oliveira e a subsecretaria de Planificación de la Movilidad de Buenos Aires, Lucila Capelli.

Juan Esteban Martínez Ruiz descreveu a situação pré-pandemia na região metropolitana da capital colombiana, em que 4,9 milhões de viagens/dia eram realizadas pelo Transporte Público, das quais 4,6 milhões somente na capital.

Com a pandemia, a queda na demanda chegou a 40%, com redução de viagens para cerca de 2,8 milhões. Para recuperar o passageiro do transporte de massa a prefeitura terá de investir em segurança e conforto, Ruiz afirmou.

O subsecretário disse que a questão ambiental é tratada em conjunto com a questão da mobilidade. Uma das metas em avaliação pelo Conselho de Transportes é que todos os ônibus novos que forem comprados para o Transmilênio para uso no corredor central serão articulados e biarticulados elétricos.

Essa decisão nasceu, segundo Ruiz, de uma revisão de conceitos quanto ao transporte de massa, em que a qualidade do ar é vista como prioridade.

O subsecretário citou também a atual construção da primeira linha de metrô da capital, que terá paralelo a ela a implantação de mais 40 km de corredores do Transmilênio. Citou ainda a linha ferroviária de trem metropolitana que está sendo construída entre Bogotá e os municípios vizinhos.

Além da atual linha de metrô em construção atualmente, Bogotá planeja no longo prazo a instalação de três a cinco linhas metroviárias, sempre em conexão com o transporte por superfície oferecido pelo sistema Transmilênio. Nesse ponto, Ruiz citou que a cidade planeja abrir em breve um estudo de viabilidade para a segunda linha do metrô.

Na abertura do painel o Prefeito em Exercício, Ricardo Nunes, descreveu de forma sucinta algumas das ações realizadas pela prefeitura, particularmente aquelas voltadas para segurança viária. No transporte coletivo, Nunes repetiu o prometido no Plano de Metas: iniciativas de priorização do viário para o Transporte Público, como a implantação de 50 km de faixas de ônibus, e a construção de 40 km de corredores.

O secretário de Mobilidade e Transportes da capital, Levi Oliveira, em sua fala estendeu as ações descritas pelo prefeito em exercício, também priorizando os projetos dedicados à segurança viária e ao estímulo de uso da bicicleta. Foram citadas metas de salvar 2.780 vidas até 2028, e reduzir de 6 para 4,5 mortes no trânsito a cada 100 mil habitantes até 2024.

No caso das ciclovias, a meta é ampliar a rede cicloviária em 177 km e recupera 281 km das existentes. Além disso, construir mais 300 km de ciclovias em quatro anos.

São Paulo: queda nos meios de transporte por causa da pandemia

Já a subsecretaria de Planificación de la Movilidad de Buenos Aires, Lucila Capelli, deu ênfase à ocupação do espaço urbano pelas pessoas. Segundo ela, a saída da pandemia é uma oportunidade para construir uma cidade mais segura e sustentável.

A pandemia também afastou o passageiro do transporte de massa: a demanda hoje é de 49% nos ônibus e 44% no Metrô quando comparado a antes da pandemia.

Com a necessidade do isolamento social, e, portanto, a redução de passageiros no transporte público principalmente em viagens mais longas, a cidade investiu em ciclofaixas temporárias e permitiu o transporte de bicicleta nos vagões do metrô. As ciclofaixas, construídas nas duas principais avenidas Córdoba e Corrientes, após a pandemia serão transformadas em ciclovias permanentes.

Alexandre e Adamo Bazani, jornalistas especializados em transportes

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