Diário no Sul

Vandalismo no transporte coletivo de Curitiba cresceu 35% em 2021

Foto: Divulgação Urbs

Foco das ações que destroem o patrimônio são os pontos de ônibus e estações-tubo

WILLIAN MOREIRA

A Urbs (Urbanização de Curitiba) divulgou nessa sexta-feira, 30 de abril de 2021, um levantamento sobre os prejuízos causados por atos de vandalismo no transporte público, constatando um crescimento de 35%.

Como efeito de comparação, no primeiro trimestre de 2020 foram contabilizados R$ 239,2 mil de perda por efeitos das depredações, aumentando para R$ 323 mil no mesmo período deste ano.

Estes gastos são para recuperar, substituir e promover a manutenção de estações-tubo e pontos de ônibus danificados e também alvos de furtos. Os banheiros com suas pias e vasos sanitários nos terminais também não são poupados das ações.

Os pontos de ônibus que são administrados pela Clear Channel somam um prejuízo de R$ 839,3 mil pelo vandalismo nas estruturas metálicas, placas de publicidade e lixeiras.

Quando ocorre uma depredação, os vidros destas estruturas são os primeiros a ser quebrados, o que muitas vezes compromete todo o abrigo do ponto. Já os furtos são os fios e principalmente o alumínio.

A cidade de Curitiba possui mais de dois mil pontos metálicos, 22 terminais e 331 estações-tubo, com equipes da Urbs percorrendo estes locais para atender as demandas provocadas pelos vândalos, diminuindo o máximo possível o tempo dos reparos, mantendo uma média atual de 22 horas.

Willian Moreira em colaboração especial para o Diário do Transporte

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Comentários

Comentários

  1. Manoel de Sousa Neto disse:

    Taí um assunto que me deixa intrigado. O vandalismo. Não só no transporte, mas no País inteiro. E parece que é um assunto proibido de se falar, pois os grandes veículos de comunicação se limitam a mostrar e narrar fatos como “foram roubados os cabos de energia da Linha tal e por isso houve atraso dos trens hoje”, ou “foram roubados os extintores do tunel Ayrton Senna deixando os usuários em risco”, ou ainda “vandalismo destrói estação de BRT no Rio”. Porque não vemos uma reportagem mostrando quem são essas pessoas ou esses grupos que roubam e destroem o patrimônio público que tanto precisamos e que tão caro nos custam. Não querem colocar o dedo na ferida. O politicamente correto dos manuais de redação não permite apontar para esta parcela da população e dizer que além de direitos existem deveres a serem cumpridos também. Utilizar os aparelhos públicos e até privados demandam educação, cuidado e zelo, pois estes aparelhos atendem a milhares e até milhões de pessoas. No caso dos sanitários públicos, que já são poucos, depois de você outro cidadão irá utilizar. E todo mundo quer encontrar um banheiro limpo para usar. Isso é básico. É o mínimo a que todo cidadão tem direito. Mas não, quando uma estação, um estádio de futebol ou seja lá qual for o equipamento a ser inaugurado é liberado para uso, logo se roubam as torneiras, as válvulas de descarga e ainda quebram tudo. Isso é responsabilidade nossa, de cada usuário. Um absurdo a quantidade de cabos de energia que são roubados todos os dias no País inteiro e nunca ficamos sabendo quem foram os responsáveis e como serão penalizados. Apenas sentimos as consequências, nos atrasos dos trens, quando ficamos sem energia em casa, durante horas e às vezes até dias.
    Este caso de Curitiba é só mais um dado estatístico. Aguardemos o próximo !

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