TST determina aumento de frota do Metrô do DF durante greve

Percentual mínimo deverá ser de 80% no pico e 60% nos demais horários

ADAMO BAZANI

A juíza Maria Cristina Irigoyen Peduzzi, do TST (Tribunal Superior do Trabalho), determinou nesta sexta-feira, 23 de abril de 2021, aumento na frota mínima de operação do Metrô do Distrito Federal durante a greve dos metroviários.

A decisão atende ação movida pelo GDF (Distrito Federal) e pela Companhia do Metropolitano do Distrito Federal (Metrô-DF).

Pela determinação, terão de operar ao menos 80% dos serviços no pico e 60% nos demais horários.

De acordo com a magistrada, os atuais percentuais de 60% nos horários de maior movimento e de 40% nos demais não contribuem para o distanciamento social necessário para evitar a proliferação da coviod-19.

“A tutela deferida, ao fixar o funcionamento mínimo de 60% nos horários de “pico” e 40% nos demais períodos não permite a operação com a segurança, diante das atuais aglomerações intensas”.

Assim, pela decisão, o esquema operacional terá de ser o seguinte:

– das 6h às 8h45 e das 16h45 às 19h30, em dias úteis, a frota deve ser de 19 trens operando

– das 8h45 às 16h45, em dias úteis, devem circular nove trens

– das 19h15 às 23h30, em dias úteis, devem haver cinco trens em circulação,

– das 6h às 9h45 e das 17h às 19h15, aos sábados devem operar 12 trens

–  das 9h45 às 17h, ais sábados serão ao menos sete trens;

– das 19h15 às 23h30, aos sábados, a frota mínima terá de ser de cinco trens.

– Aos domingos devem operar ao menos cinco trens das 7h às 19h

Como mostrou o Diário do Transporte, nesta sexta-feira (23), a greve do Metrô do DF entrou no quinto dia.

Os profissionais se queixam do corte no auxílio-alimentação de R$ 1,2 mil e de descontos salariais realizados após uma greve de 2019. A categoria considera os cortes ilegais e afirma que os valores não foram ressarcidos até hoje.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

Compartilhe a reportagem nas redes sociais:
Comentários

Deixe uma resposta