Estudo do Idec mostra que metrô Rio terá tarifa mais cara do país caso aumento previsto se concretize

Programado para entrar em vigor no próximo dia 2 de maio, tarifa do metrô do Rio de Janeiro poderá chegar a R$6,30 caso prevaleça reajuste de 25,71% autorizado pela Agetransp 

 AELXANDRE PELEGI

Levantamento realizado pelo Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor) prevê que a tarifa do metrô do Rio de Janeiro poderá chegar a R$6,30 caso o aumento previsto para o dia 02 de maio de 2021 se concretize.

Caso isso aconteça, a passagem do metrô carioca será a mais cara do transporte metroferroviário do país.

Hoje, o Metrô do Distrito Federal ocupa o primeiro lugar do ranking, com a tarifa no valor de R$ 5,50.

Já a tarifa do Metrô Rio é de R$ 5,00, mas por contrato ela pode ser revista anualmente.

Como mostrou o Diário do Transporte, após a Agetransp (Agência Reguladora de Serviços Públicos Concedidos de Transportes Aquaviários, Ferroviários e Metroviários e de Rodovias do Estado do Rio de Janeiro) aprovar reajuste de 25,71%, a Secretaria Estadual de Transportes do Rio (Setrans) decidiu no dia 1º de abril de 2021 adiar por 30 dias o aumento para o usuário.

Durante este período, o Governo do Estado e a concessionária iriam negociar um valor menor, levando em conta o período atual da pandemia e seus impactos socioeconômicos.

Relembre:

Reajuste na tarifa do Metrô Rio para R$ 6,30 é adiado por um mês

CÁLCULOS DO IDEC

Os cálculos feitos pelo Idec mostram que o valor da tarifa do metrô a R$ 6,30 vai comprometer 27% da renda do trabalhador que ganha um salário-mínimo (R$ 1.045,00), resultado do pagamento de 44 passagens mensais.

O Instituto ressalta que no país o valor médio das tarifas praticadas no sistema sobre trilhos é de R$ 4,05, valor que compromete em média 17% de valor de um salário-mínimo.

Rafael Calabria, coordenador do programa de Mobilidade Urbana do Idec, explica que o Instituto se reuniu com representantes da Setrans para debater outras formas de pagar os custos do sistema de transportes, além da tarifa paga pelo usuário. “Mas o Estado do Rio de Janeiro tem uma situação fiscal que dificulta a busca de novas receitas para financiar as tarifas no curto prazo, porque tudo precisa ser aprovado por um comitê de recuperação fiscal. Esperamos que ao menos um acordo semelhante ao que foi feito com a Supervia seja possível em relação ao metrô“, completa Calábria.

A expectativa do Idec é que se repita o que ocorreu com a tarifa da SuperVia. Segundo comunicado do Instituto houve uma grande mobilização em fevereiro deste ano, que reuniu a Casa Fluminense, entidades estudantis e sindicatos, além do Idec. Com isso, foi possível diminuir o impacto do aumento previsto para a passagem dos trens que, da previsão para R$ 5,90, acabou reajustada para R$ 5,00.

Pela tabela do Idec pode-se ver o impacto das tarifas do sistema sobre trilhos em algumas capitais do país:

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

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