Força-Tarefa da Alerj criada para acompanhar mudanças no BRT do Rio vai visitar pátios onde ônibus articulados aguardam reparos

Interventora do sistema BRT disse que os ônibus parados estão sendo mapeados para verificar quais têm condições de retornar à operação rapidamente

Interventora do sistema afirmou que prefeitura já inventariou mais de 300 ônibus e analisa quais terão condições de voltar à operação rapidamente

ALEXANDRE PELEGI

Criada dentro da Comissão de Transportes da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), a Força-Tarefa criada no início de março para acompanhar o que será proposto pela prefeitura nas mudanças para o sistema BRT, ora sob intervenção, fará sua primeira visita.

O foco é o pátio onde os ônibus articulados do BRT estão encostados para reparos.

Dionísio Lins, presidente da Comissão de Transportes e criador da Força-Tarefa, disse em entrevista à Rádio Tupi FM, que o BRT precisa urgentemente de gestão visando exclusivamente a população do Rio. “A colocação de ônibus extras na Zona Oeste funcionou no primeiro dia, mas as filas voltaram em Santa Cruz; e os demais corredores, também receberam esse reforço? Importante saber também de onde esses ônibus especiais estão vindo e se estão deixando de atender usuários de outros bairros”, disse o parlamentar.

Já no início de fevereiro a Comissão de Transportes enviou requerimento de informações à secretária municipal de Transportes, Maina Celidonio, no qual solicitava, em caráter de urgência, o plano de reestruturação do sistema de modal BRT.

O objetivo era cobrar melhor qualidade e transparência no serviço oferecido pelo BRT e demais consórcios que atuam no transporte público de passageiros. O requerimento referia-se ao caos visto no dia 01 de fevereiro, com a paralisação dos três ramais do sistema, prejudicando milhares de usuários.

INTERVENÇÃO DO SISTEMA

No dia 23 de março o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, anunciou a intervenção no sistema de BRT da capital.

Na mensagem, Paes disse que os atuais operadores serão retirados do sistema.

“Na manhã de hoje tivemos uma reunião com as concessionárias do sistema de transportes da cidade do Rio de Janeiro.  Informamos a eles que serão retirados da concessão o sistema de Bilhetagem Eletrônica e o sistema de BRT.”

O prefeito também confirmou a realização de uma licitação e disse que haverá uma transição.

Relembre:

Paes anuncia intervenção no BRT do Rio e Bilhetagem. Nova licitação será feita

No dia 22 de março, a prefeitura oficializou a nomeação da ex-presidente da CET-Rio (Companhia de Engenharia de Tráfego), Cláudia Antunes Secin, para ser responsável pela intervenção no sistema de BRT.

No dia 23 março teve início oficialmente a intervenção. A interventora prometeu na ocasião que a frota de ônibus do serviço expresso emergencial que começou a circular seria ampliada.

FROTA MAPEADA

A interventora disse no primeiro dia de intervenção que estavam sendo mapeados os ônibus parados nas três bases de garagem: Cosmos, Curicica e Ramos/Olaria.

Cláudia Secin disse que os veículos serão classificados em três condições:

– Inservíveis: cujo preço para recuperar e tempo elevado não compensarão. Estes veículos poderão ser levados para a sucata e venda.

– Médio Prazo com custo vantajoso: entre um e dois meses.

– Curto Prazo e tempo reduzido para colocar de volta à operação.

Já haviam sido então inventariados 301 ônibus.

Relembre:

Frota de expressos de emergência vai aumentar e intervenção vai mapear ônibus que irão para a sucata no BRT Rio

“Existem coisas muito simples. Hoje pela manhã compramos uma cola especial por R$ 3,3 mil (três mil e trezentos reais), vamos colocar para-brisa em seis articulados que vão circular imediatamente” – explicou.

A interventora disse que mais regiões do BRT poderão ter linhas expressas, mas que a solução é paliativa, já que o objetivo é colocar em circulação os articulados parados.

A visita da Força-Tarefa da Alerj ao pátio onde os ônibus articulados do BRT estão aguardando reparos é justamente o acompanhamento prometido pelos parlamentares.

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

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Comentários

Comentários

  1. E fato que quando uma cidade, como Rio de Janeiro, tenha um problema desse, reflete em toda a sociedade a má qualidade de gestão, da incompetencia de se promover transporte de qualidade que pelo menos satisfaça o mínimo 60% ou mais, sempre buscando melhorar e não piorar como vemos hoje. E eu aqui no ABC fico até envergonhado, triste frustrado em ver os trabalhadores dali sofrendo de ante mão, antes de chegarem no emprego, serviço, trabalho..Ou nem chegar….

  2. Darci bento filho disse:

    Tem que ter quadra municipal nas estações

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