Você sabia que máscaras reduzem em até 80% o risco de contaminação em ambientes coletivos?

Ônibus com uma simulação de máscara em Brasília

Recomendação da OMS (Organização Mundial da Saúde) foi reafirmada pela Fiocruz na última semana. Lotação em transporte público também preocupa

ADAMO BAZANI

Com o avanço da pandemia de covid-19, as máscaras faciais se tornaram o principal meio para salvar vidas.

Atualmente, o uso é obrigatório no transporte coletivo em todo o País.

Na última semana, a Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) divulgou um boletim extraordinário sobre a covid-19 demonstrando preocupação com o mais recente ritmo de avanço da doença, diante dos níveis de ocupação das UTIs no máximo em quase todos os Estados brasileiros.

A publicação oficial, assinada por médios e cientistas de uma das instituições de Saúde de maior credibilidade da América Latina, também reafirma a importância do uso das máscaras em ambientes coletivos.

No transporte público o uso é obrigatório, mas a máscara deve ser uma prática em todos os espaços de uso comum.

A Fiocruz destacou que as máscaras só terão efeito positivo na comunidade se a maioria das pessoas usarem.

Veja os tópicos relacionados pela Fiocruz sobre a importância da máscara no Boletim Extraordinário.

1) Máscaras de pano multicamadas podem diminuir entre 70% e 80% o risco de infecção;

2) Com 80% ou mais da população utilizando máscaras há uma redução muito acentuada da transmissão. Se somente 50% da população utilizar máscaras a redução será mínima;

3) A combinação de elevados percentuais de uso de máscaras combinadas com medidas de distanciamento físico e social tem resultado em maior controle da transmissão.

4) Se regulamentações governamentais sobre o uso de máscaras são importantes, sozinhas são insuficientes, devendo ser realizadas campanhas sobre a importância do uso e como usar, além da distribuição gratuita de máscaras em larga escala.

LOTAÇÃO:

Ainda sobre transporte público, a Fiocruz alertou para a necessidade de governantes se articularem para redução do excesso de lotação em ônibus, trens e metrôs, com o objetivo de também conter o avanço da covid-19.

Relembre:

https://diariodotransporte.com.br/2021/03/17/fiocruz-aponta-catastrofe-nacional-da-saude-e-defende-bloqueio-de-transporte-interestadual-e-reducao-de-lotacao-de-onibus-e-trens/

Para que a oferta de transporte seja maior proporcionalmente que a demanda, alcançando um distanciamento mínimo entre as pessoas, é necessário encontrar formas de financiamento dessa diferença.

Muitos sistemas de transportes estão próximo do colapso financeiro.

Uma das esperanças de passageiros, prefeitos, governadores e operadores de trens, metrôs e ônibus foi enterrada pelo presidente Jair Bolsonaro em 10 de dezembro de 2020, quando vetou projeto de lei (PL) 3364/20 do deputado Fabio Schiochet que propôs um auxílio emergencial de R$ 4 bilhões para sistemas de transportes em cidades acima de 200 mil habitantes.

A pá de cal foi dada na quarta-feira, 17 de março de 2021, pelo Congresso Nacional, que manteve o veto do presidente Bolsonaro.

Relembre:

https://diariodotransporte.com.br/2021/03/17/congresso-mantem-veto-de-bolsonaro-e-nao-havera-socorro-de-r-4-bilhoes-aos-transportes-coletivos/

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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