Fiocruz aponta catástrofe nacional da Saúde e defende bloqueio de transporte interestadual e redução de lotação de ônibus e trens
Publicado em: 17 de março de 2021
Falta de política séria do Governo Federal de combate à pandemia levou o País a uma situação que prejudica a economia, segundo os especialistas da fundação. Se apenas 50% da população usar máscara, redução será mínima
ADAMO BAZANI
Contexto de “crise e catástrofe”. É assim que a Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) classificou o quadro atual do Brasil em um Boletim Extraordinário do Observatório Covid-19 /Fiocruz.
E a maior causa disso, segundo a publicação feita por diversos médicos e cientistas, não é a nova cepa do vírus propriamente dita, mas a falta de uma política nacional por parte do Governo Federal para enfrentar o avanço da doença.
Isoladamente, os prefeitos e governadores têm conseguido poucos resultados, conforme o boletim publicado nesta terça-feira, 16 de março de 2021.
“Ainda que alguns governadores e prefeitos venham realizando esforços no sentido da abertura de leitos de UTI para o atendimento de pacientes com Covid-19, os limites da estratégia frente ao crescimento de casos são postos em xeque ao se constatar a estabilidade da maior parte dos estados e do Distrito Federal em níveis muito elevados de taxas de ocupação dos leitos de UTI Covid-19, assim como o crescimento verificado em outros estados na última semana. Em termos gerais, os números elevados denotam o colapso do sistema de saúde para o atendimento de pacientes que requerem cuidados complexos para a Covid-19, além de prejuízos imensuráveis no atendimento de pacientes que demandam cuidados em razão de outros problemas de saúde.”
Os médicos e cientistas responsáveis voltaram a defender medidas de cunho nacional que precisam ser articuladas entre a gestão Jair Bolsonaro e prefeitos e governadores.
Muitas destas medidas, segundo o Boletim, foram relacionadas pelo Conass (Conselho Nacional de Secretários de Saúde) em uma Carta dos Secretários Estaduais de Saúde à Nação Brasileira.
Toque de recolher nacional entre 20h e 06h, fechamento de aeroportos e transportes interestaduais e redução na lotação dos ônibus, trens e metrô.
Reafirmamos a necessidade pontuada pelo Conass na Carta dos Secretários Estaduais de Saúde à Nação Brasileira de maior rigor nas medidas de restrição das atividades não essenciais, de acordo com a situação epidemiológica e capacidade de atendimento de cada região, avaliadas semanalmente a partir de critérios técnicos, incluindo a restrição em nível máximo nas regiões com ocupação de leitos acima de 85% e tendência de elevação no número de casos e óbitos. Para tanto são necessárias”:
– A proibição de eventos presenciais como shows, congressos, atividades religiosas, esportivas e correlatas em todo território nacional;
– A suspensão das atividades presenciais de todos os níveis da educação do país;
– O toque de recolher nacional a partir das 20h até as 6h da manhã e durante os finais de semana;
– O fechamento das praias e bares;
– A adoção de trabalho remoto sempre que possível, tanto no setor público quanto no privado;
– A instituição de barreiras sanitárias nacionais e internacionais, considerados o fechamento dos aeroportos e do transporte interestadual;
– A adoção de medidas para redução da superlotação nos transportes coletivos urbanos;
– A ampliação da testagem e acompanhamento dos testados, com isolamento dos casos suspeitos e monitoramento dos contatos.
No dia em que o Brasil bateu mais um recorde no número de mortes, com 2.841 pessoas que perderam a vida por causa da covid-19, o boletim traz índices sobre ocupação alarmantes.
São 24 estados e o Distrito Federal, entre as 27 unidades federativas, com taxas iguais ou superiores a 80%, sendo 15 com taxas iguais ou superiores a 90%. É praticamente o país inteiro com um quadro absolutamente crítico. Em relação às capitais, 25 das 27 estão com taxas de ocupação de leitos de UTI Covid-19 para adultos iguais ou superiores a 80%, sendo 19 delas superiores a 90%: Porto Velho (100%), Rio Branco (100%), Manaus (80%), Macapá (96%), Palmas (98%), São Luís (87%), Teresina (98%), Fortaleza (94%), Natal (95%), João Pessoa (93%), Recife (84%), Maceió (86%), Aracajú (90%), Salvador (87%), Belo Horizonte (93%), Vitória (95%), Rio de Janeiro (90%), São Paulo (91%), Curitiba (98%), Florianópolis (98%), Porto Alegre (103%), Campo Grande (88%), Cuiabá (100%), Goiânia (96%) e Brasília (97%). Adicionalmente, Boa Vista apresenta taxa de 73%, enquanto Belém de 72%.
Mas o problema não é “apenas” a falta de leitos.
Pela falta de política nacional e colaboração da própria população , os números de internações aumentam o que esgota e coloca em risco a vida dos profissionais de saúde.
“Até 1◦ de março de 2021, de acordo com o último Boletim Epidemiológico Especial Covid-19, do Ministério da Saúde, foram notificados no e-SUS Notifica 144.420 casos de Síndrome Gripal suspeitos de Covid-19 em trabalhadores de saúde. No entanto, além do risco de adoecimento por Covid-19, na atual fase da pandemia, esses profissionais estão lidando com situações extremas. Além das longas jornadas, do isolamento da família e amigos, do trabalho sob pressão e do medo de adoecer soma-se a preocupação com a falta de equipamentos de proteção individual (EPI) e de materiais críticos para a assistência, que geram forte impacto psicológico,”
MÁSCARAS:
Colocadas em dúvida pelo presidente Bolsonaro, as máscaras são fundamentais neste momento segundo o boletim já que podem reduzir entre 70% e 80% o risco de contaminação no caso dos modelos de pano de múltiplas camadas.
Mas, para a redução de contágio pela máscara, a maioria da população deve usar o equipamento.
1) Máscaras de pano multicamadas podem diminuir entre 70%-80% o risco de infecção;
2) Com 80% ou mais da população utilizando máscaras há uma redução muito acentuada da transmissão. Se somente 50% da população utilizar máscaras a redução será mínima;
3) A combinação de elevados percentuais de uso de máscaras combinadas com medidas de distanciamento físico e social tem resultado em maior controle da transmissão.
4) Se regulamentações governamentais sobre o uso de máscaras são importantes, sozinhas são insuficientes, devendo ser realizadas campanhas sobre a importância do uso e como usar, além da distribuição gratuita de máscaras em larga escala.
Se for analisado apenas o aspecto econômico, a falta de coordenação nacional é danosa também porque não foi feita nenhuma medida nacional de controle.
Se o Governo Federal adotasse medidas de restrição em todo o País e incentivasse o distanciamento e o uso de máscara, em vez de dar exemplo diferente, governadores e prefeitos hoje não estariam obrigados a fechar repentinamente suas economias, isso porque o avanço da covid-19 seria menor.
Veja o boletim na íntegra:
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes








A-P-O-C-A-L-I-P-S-E É-T-I-C-O E M-O-R-A-L generalizado desse país e do mundo.Não tem outra definição.O final dos tempos já aconteceu hà muito tempo,só que quase ninguém vê,muitos porque não querem ver.Entre eles o Bozogado.
Corta o salário de todos os membros que escreveram isso e também bloqueia as gordas contas bancárias que eu gostaria de ver até quando eles continuariam com este discurso. Tem gente que pode ficar em casa (Que fique… ajuda muito a diminuição da aglomeracao)… mas tem os que precisam ganhar a comida do dia dos filhos…. temos que ter empatia.
Viu Bolsonaro! O SUA JUMENTICE e o OPORTUNISMO dos teus “aliados” e DESAFETOS COMUNISTAS o que causaram ??? NÃO DEVIAM NEM TER HAVIDO ELEIÇÕES MUNICIPAIS EM 2.020!
Tribunal de Haia pro Bozo e seu gado e pro Sistema criminoso e ilegal.Todos eles cometeram crime hediondo de lesa-humanidade,e deixar o coronavirus se espalhar e não tomar providência contra ele é um deles..
Anunciadores do apocalipse. Fica em casa sem salário seus oportunista das mazelas do povo!!!!