STM registra queda de 10% na demanda de passageiros em EMTU, Metrô e CPTM na fase vermelha e volta a defender escalonamento obrigatório

Trem da Linha 7-Rubi cheio de pessoas na manhã desta segunda (15). Foto: Diário do Transporte

 

Em média, sistemas de trilhos e pneus metropolitanos estavam na semana passada com 53% da demanda de antes da pandemia. Demanda do primeiro dia da fase emergencial ainda vai ser consolidada

ADAMO BAZANI

Com o Estado ainda na fase vermelha do Plano São Paulo contra a covid-19 na última semana, em média ônibus e trólebus gerenciados pela EMTU (Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos), trens da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos ) e Metrô de São Paulo transportaram uma demanda de passageiros 10% menor em comparação às semanas anteriores, quando capital e Grande São Paulo ainda estavam nas fases amarela e laranja.

O dado foi informado nesta segunda-feira, 15 de março de 2021, pela STM (Secretaria dos Transportes Metropolitanos) em resposta aos questionamentos do Diário do Transporte.

Os números do primeiro dia de fase emergencial, que entrou em vigor nesta segunda-feira, ainda estão sendo consolidados.

Segundo a STM ainda, na última semana, Metrô, CPTM e EMTU transportaram em média 53% das demanda de antes da pandemia.

Os sistemas de trilhos e de pneus metropolitanos na Grande São Paulo transportavam 10 milhões de passageiros por dia antes da covid-19.

O maior problema de lotação ainda tem sido nos horários de pico.

Na nota, a pasta reitera a defesa do secretário dos Transportes Metropolitanos, Alexandre Baldy,  para tornar o escalonamento de entrada de trabalhadores obrigatório em vez de uma recomendação como passou a ocorrer nesta semana.

A Secretaria dos Transportes Metropolitanos está com “Operação Monitorada” desde o início da pandemia e atua com avaliação sistemática a cada faixa de horário, para atender a necessidade do cidadão. Lembrando que o sistema de trilhos foi projetado e construído para transportar alto fluxo de pessoas da origem ao destino, aglomerado de pessoas em grandes escalas. Não há alteração da frota ou de horário na fase emergencial.  Na última semana tivemos uma queda média de 10% em comparação com as últimas semanas. Nos primeiros meses da pandemia, em 2020, a demanda chegou ao patamar de 20% do normal e na última semana estava em torno de 53% na média nas três empresas – Metrô, CPTM e EMTU, que antes da pandemia transportavam cerca de 10 milhões de passageiros por dia.

 O secretário Alexandre Baldy defende o escalonamento obrigatório da abertura e fechamento das atividades essenciais que sejam permitidas funcionarem, como um caminho possível para evitar a concentração de passageiros nos horários de pico no Transporte, desafogando o horário de pico (5h30 às 7h30 e de 17h30 às 19h30). Uma solução racional, mas que ainda depende de autoridades municipais para que consigamos expandir e diluir o horário de pico, otimizando a estrutura urbana do transporte coletivo.

Entretanto, o vice-governador e secretário de Governo, Rodrigo Garcia, em entrevista coletiva ao lado do governador João Doria, disse no início da tarde desta segunda-feira (15) que não é possível tornar o escalonamento obrigatório e apelou para a contribuição de empregadores e trabalhadores.

“É fundamental que a população nos ajude nessa tarefa. Se nós fossemos olhar o rigor da lei, nós tínhamos que mudar os alvarás de funcionamento de todos os setores de atividade econômica e isso não é adequado, nós tínhamos que, portanto, exigir esse escalonamento. Nós não podemos proibir as pessoas de estarem no transporte coletivo, tanto é que a opção do governo foi manter 100% da sua frota operando  para que a gente evite essa aglomeração, agora os setores econômicos e a população precisam nos ajudar nessa tarefa.” – disse Garcia

Na mesma coletiva, a secretária de Desenvolvimento Econômico, Patrícia Ellen, disse que deve receber até esta terça-feira um retorno de setores que mais demandam os transportes com planos de escalonamento.

“Nós estamos trabalhando com os setores que concentram maior contingente de funcionários para aplicarmos suas propostas de escalonamento. Já temos a proposta oficial da Apas, a Associação dos Supermercados, nós temos também uma discussão em fase final com as responsáveis pelas empresas de call center e com a indústria. Este foram os três primeiros setores que priorizamos porque concentram grandes contingentes de funcionários e a ideia é que em 24 horas nós tenhamos essas propostas finalizada” – disse

Ouça neste link:

https://diariodotransporte.com.br/2021/03/15/audio-setores-economicos-ainda-estao-em-conversa-sobre-escalonamento-de-trabalhadores-e-rodrigo-garcia-diz-que-nao-pode-haver-obrigatoriedade/

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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