Rodoviários anunciam que São Vicente (SP) terá greve de ônibus a partir de segunda (1º)

Segundo a categoria, o vale-refeição e o adiantamento salarial não foram pagos na segunda. Foto: Adam Xavier Rodrigues Lima / Ônibus Brasil.

Decisão foi tomada em assembleia nesta terça (23)

JESSICA MARQUES

Os rodoviários de São Vicente, no Litoral Paulista, anunciaram que a cidade terá greve de ônibus a partir de segunda-feira, 1º de março de 2021. A decisão foi tomada em assembleia na tarde desta terça-feira (23).

A decisão dos motoristas e demais funcionários da empresa Otrantur foi divulgada por meio do Sindicato dos Rodoviários de Santos e Região. A categoria informou que o vale-refeição e o adiantamento salarial não foram pagos na segunda (22).

Contudo, o sindicato informou que se a empresa pagar o vale-refeição e o adiantamento salarial que estão atrasados, a greve será automaticamente suspensa.

Em aviso de greve aos usuários e autoridades, que será publicado em jornal de circulação regional, o presidente do sindicato, Valdir de Souza Pestana, diz que “a mora tem sido contumaz”. Ainda segundo a categoria, a greve será por tempo indeterminado, “porque a legislação determina prazo de 72 horas após a publicação do aviso oficial do sindicato”.

Confira o posicionamento do sindicato sobre a paralisação:

Em 08 de fevereiro, os trabalhadores decidiram esperar, até o dia 10, o pagamento do vale-refeição atrasado desde 20 de janeiro. E aguardar, até o dia 13, a quitação dos salários de janeiro, vencidos no dia 05. Os prazos haviam sido acertados no Tribunal Regional do Trabalho (TRT) e, caso não fossem cumpridos, a categoria paralisaria as atividades a partir do dia 15.

Diante dos constantes atrasos, o juiz Celso Ricardo Peel Furtado de Oliveira havia arbitrado multa de 5% do valor da dívida, em favor dos trabalhadores, caso a empresa não cumprisse os prazos.
“Felizmente”, diz o vice-presidente do sindicato, José Alberto Torres Simões ‘Betinho’, “a empresa pagou o combinado. Esperávamos os atrasos não mais se repetissem, mas não foi o que aconteceu”.

O secretário de negócios jurídicos da prefeitura, Felipe Lobato, e a procuradora municipal Magali Ventilii Marques, declararam-se dispostos, no TRT, a analisar readequação contratual com a empresa.

Se a empresa pagar o vale-refeição e o adiantamento salarial que estão atrasados, a greve será automaticamente suspensa.

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Jessica Marques para o Diário do Transporte

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