Gestão Bruno Covas coloca R$ 194,5 milhões de subsídios no sistema de ônibus da capital somente em janeiro de 2021

Terminal Bandeira

Despesa do sistema como um todo no mês ficou em R$ 530 milhões, dos quais R$ 300 milhões vieram de receitas de tarifa e outras fontes

ALEXANDRE PELEGI

A prefeitura de São Paulo colocou no primeiro mês de 2021 um total de R$ 194,5 milhões em subsídios no sistema de transporte coletivo da capital, gerenciado pela SPTrans.

É o que mostra o Relatório das Receitas e Despesas do Sistema de Transporte Coletivo publicado na edição desta terça-feira do Diário Oficial do Município, 23 de fevereiro de 2021.

No total, o sistema de ônibus da capital paulista dispendeu um total de R$ 529,21 milhões em despesas, conforme a composição disposta abaixo:

Para cobrir esse total de R$ 529,21 milhões, os recursos vieram das seguintes fontes, segundo o Relatório:

= R$ 300 milhões de arrecadação do sistema, o que envolve a receita de Catraca dos vários sistemas (Estrutural, Articulação Regional, e Local de Distribuição Regional) – cerca de R$ 38 milhões;

= e a maior parte – R$ 260,2 milhões – proveniente de venda de créditos eletrônicos (Bilhete Único).

Esses valores, no entanto, representam apenas 56,8% do total das despesas. Tirando-se R$ 35,12 milhões de transferência de caixa (saldo disponível em conta da SPTrans), a Prefeitura teve de colocar o restante como subsídio para fechar as contas do mês, o que totalizou R$ 194,5 milhões (36,6% do total das despesas) .

Desse total, R$ 7 milhões referem-se ao Sistema Atende, modalidade de transporte gratuito, porta a porta, destinado às pessoas com autismo, surdocegueira ou deficiência física severa. Confira o Quadro Geral de Origem dos Recursos:

Veja a seguir os dados operacionais das empresas que compõem o sistema de transporte da capital, com o total de passageiros catracados, e outros dados como quilometragem apurada no mês por empresa e a frota operacional:

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

 

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