Paralisação de ônibus da Noiva do Mar afeta Rio Grande (RS) no início da manhã

Ônibus da Noiva do Mar

Veículos só começaram a ser liberados depois das 8h

ADAMO BAZANI

O início da manhã foi difícil para quem depende dos ônibus da empresa Noiva do Mar, em Rio Grande, no litoral do Rio Grande do Sul.

Os trabalhadores fizeram uma paralisação surpresa desde o início das operações.

Apenas depois 8h os primeiros ônibus começaram a sair da garagem.

Os funcionários reclamam de demissão em massa e atrasos nos pagamentos.

A empresa informou que foi surpreendida com a paralisação, já que não houve nenhum comunicado, e que tenta negociar com o sindicato da categoria redução de jornada com redução de salários por 90 dias para manter empregos.

De acordo com a Rádio Gaúcha, 29 trabalhadores foram demitidos e 14 aderiram a um PDV (Programa de Demissão Voluntária).

No dia 25 de fevereiro, deve ser realizada uma audiência de conciliação para o parcelamento dos valores em atraso.

A empresa de ônibus diz que foi afetada pela crise econômica e redução de demanda geradas pela pandemia de covid-19.

Veja nota completa da companhia:

Na manhã desta sexta-feira, 19, fomos surpreendidos por paralisação do Sindicato dos Rodoviários do Rio Grande. Uma atitude irresponsável por que, além de promover esse movimento seis (6) dias antes da mediação judicial, não respeita a Lei de Greve, a qual determina a comunicação à empresa e à sociedade 48 horas antes, garantindo frota mínima de operação. Num momento crítico, negam-se a dialogar e instigam movimento que tende a aumentar aglomerações, o que é totalmente desaconselhado por médicos e cientistas.
A Noiva do Mar tentou acordo com o Sindicato para redução de jornada e salários por 90 dias, com a garantia de empregos e benefícios, o que não foi aceito. Seriam evitados cortes de pessoal mas com a decisão sindical, foi preciso voltar às jornadas na totalidade, causando excedente de pessoal e aumentando despesas de forma insustentável em relação à receita que decresceu desde o início da pandemia.
Lembramos que estamos em uma crise inédita, provocada inicialmente por problemas estruturais e mais forte há cerca de um ano pela pandemia. No Brasil, com o fim da Lei 14.020 (Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e da Renda), foi ampliado o desequilíbrio econômico-financeiro.
A empresa não mediu esforços para evitar desligamentos, mas não resta alternativa. Foram dispensados 29 colaboradores e 14 aderiram ao Programa de Demissão Voluntária (PDV). Solicitamos mediação ao Tribunal Regional do Trabalho (Proc. Nº 0020195-38.2021.5.04.0000), visando negociar parcelamento dos valores a serem pagos. Inclusive o Sindicato já foi notificado da mediação no dia 25/2 às 9h.
Resta assegurar aos usuários que tudo está sendo feito para manter, na forma possível, um transporte público de qualidade, lembrando que o quadro em Rio Grande não difere de tantos outros municípios, sendo objeto de várias manifestações das entidades representativas de empresas e de trabalhadores, como exemplificado nos links abaixo.
https://diariodotransporte.com.br/2021/02/10/demissoes-no-transporte-publico-podem-levar-a-greve-geral-adverte-confederacao-dos-trabalhadores-em-transportes-terrestres/amp/
https://www.ntu.org.br/novo/NoticiaCompleta.aspx?idArea=10&idNoticia=1460#:~:text=A%20redu%C3%A7%C3%A3o%20do%20n%C3%BAmero%20de,31%20de%20dezembro%20de%202020.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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Comentários

Comentários

  1. carlos souza disse:

    Estatiza tudo,oras.Dá todo o setor e associados ao DATC(estatal municipal) e acaba a m……Ah. O atual prefeito foi condenado à prisão durante o período eletoral em 2020 por receber propina de uma empresa de coleta de lixo em 2012.Ele até apareceu,tempos atrás,na lista da Odebrecht na Lava-Jato.Candidaturas avulsas já.Voto obrigatório,ditadura e o Sistema e associados nunca mais.

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