Greve de ônibus em Teresina (PI) chega ao 11º dia

Greve teve início em 08 de fevereiro por atraso nos salários. Foto: Divulgação.

Após fracasso em negociações, empresas ainda não apresentaram nova proposta aos trabalhadores

JESSICA MARQUES

A greve de ônibus de Teresina, no Piauí, chegou ao 11º dia nesta quinta-feira, 18 de fevereiro de 2021. Após o último fracasso nas negociações, as empresas ainda não apresentaram uma nova proposta aos trabalhadores.

Na terça (16), terminou sem acordo a reunião mediada pelo TRT (Tribunal Regional do Trabalho) entre os trabalhadores, representados pelo Sintetro (Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Transportes Rodoviários do Piauí) e os empresários organizados no Setut (Sindicato das Empresas de Transportes Urbanos de Passageiros de Teresina).

Segundo informações do Sintetro, uma audiência pública foi agendada para terça (23) na Câmara Municipal de Teresina para discutir a situação do transporte público na capital. O sindicato informou também que não recebeu nova proposta do Setut.

A greve teve início em 08 de fevereiro por atraso nos salários. Motoristas e demais funcionários relatam que não houve o pagamento de janeiro. Segundo a categoria, os benefícios também não foram pagos, como o vale-refeição e plano de saúde. Também houve a demissão de metade dos cobradores e a categoria afirma ainda que não foi fechada a renovação da convenção coletiva de trabalho referente a 2021.

OUTRO LADO

Em nota, o Sindicato que representa as empresas de transporte de Teresina havia informado que não há possibilidade de cumprir os termos da convenção coletiva de 2019, por causa do déficit financeiro do sistema e da falta de repasses descumpridos pela gestão municipal.

Leia a nota na íntegra:

O SETUT informa que avalia como positiva a reunião realizada nesta terça-feira (16) no Tribunal Regional do Trabalho (TRT) junto ao Sintetro, pois está havendo um diálogo entre as partes, mas que ainda não foi possível um consenso entre os interessados. A entidade manifesta o interesse de participação da Prefeitura na mesa de negociações, como forma de dar prosseguimento a um acordo efetivo.  O SETUT esclarece que, no momento, não há possibilidade de cumprimento total dos termos vigentes na convenção coletiva de 2019, devido ao déficit financeiro pelo qual o sistema passa e a falta de repasses previstos no contrato de concessão, descumpridos pela gestão municipal, que são essenciais para o funcionamento eficaz do sistema de transporte público. A entidade reitera que está em busca, prioritariamente, da manutenção dos postos de trabalho e consequente sobrevivência do sistema.  O SETUT segue em busca de uma negociação efetiva e uma melhor alternativa para um acordo com a categoria dos trabalhadores, a fim de que o movimento grevista seja interrompido.

Jessica Marques para o Diário do Transporte

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