Metrô de SP e CPTM firmam convênio para otimização e transferência de tecnologia

Com valor de R$ 24 milhões, cooperação entre duas companhias do setor de trilhos tem prazo de cinco anos

ALEXANDRE PELEGI

A Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) e a Companhia do Metrô de São Paulo assinaram no dia 8 de janeiro de 2021 um convênio para a promoção de ações conjuntas cujo objetivo é otimizar recursos humanos e materiais e transferir tecnologia e materiais e equipamentos.

Com o valor estimado de R$ 24 milhões e prazo de cinco anos, caberá à CPTM arcar com o maior valor do contrato: R$ 23,5 milhões.

O motivo do convênio é justificado não só em razão do interesse comum das empresas em desenvolver estudos e projetos na área de transportes públicos sobre trilhos, como pelo fato de as duas empresas serem concessionárias de Serviço Público, vinculadas à Secretaria dos Transportes Metropolitanos – STM, e com áreas de competências comuns.

Aliás, exatamente por terem a mesma natureza e objetivos no desenvolvimento de suas atividades, as duas companhias poderão adotar técnicas, processos e soluções comuns.

A cooperação entre as duas empresas abrangerá as seguintes áras:

= Apoio técnico necessário à consolidação e desenvolvimento de tecnologias voltadas à operação do transporte público, no âmbito do Estado de São Paulo;

= Desenvolvimento de estudos, assessoria e consultoria técnica, voltados à melhoria e reurbanização de áreas atingidas pela expansão dos sistemas de transporte;

= Emprego de recursos humanos e materiais, nos diferentes níveis e pertinentes às diferentes áreas de abrangência, com vistas ao desenvolvimento, planejamento, projetos, operação, manutenção, integração e administração dos sistemas de transporte;

= Transferência de materiais ou equipamentos de uso comum ou específico, sejam eles de aplicação regular ou que tenham sido descontinuados.

O termo do convênio detalha que a “consecução do objeto dar-se-á através do desenvolvimento de técnicas e padrões utilizados pelo METRÔ, que poderão ser absorvidos e adequados à CPTM e vice-versa”, e serão voltados especialmente às seguintes áreas:

Organização e administração de empresa;

Planejamento de transporte e desenvolvimento tecnológico;

Projeto e construção;

Implantação de novas linhas;

Operação e manutenção do sistema;

Integração dos serviços de transporte por trilhos;

Administração de materiais;

Fiscalização e controle;

Segurança;

Atendimento ao passageiro;

Outras atividades correlatas.


Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

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