CPTM vai leiloar composições da série 2100 (trem espanhol), mais 1700 e peças em geral
Publicado em: 17 de fevereiro de 2021
Expectativa é arrecadar R$ 10 milhões
ADAMO BAZANI
A CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) anunciou o leilão de composições da série 2100, da fabricante espanhola CAF.
O modelo foi adquirido pela CPTM em 1998, fará parte de oito lotes e atendeu a Linha 10-Turquesa até 2019, quando foi substituído pelos trens das séries 7000 e 7500, mas alguns trens do modelo 2100 ainda circulam pela linha, atendendo o Expresso 10.
Também serão leiloados mais trens da série 1700. Serão sete lotes com composições do modelo que prestou serviço na Linha 7-Rubi entre 1987 e 2019, era conhecido como um dos mais rápidos da época e tinha o espaço interno como um dos principais diferenciais.
Como mostrou o Diário do Transporte, unidades do modelo foram oferecidas em 2020 em leilão.
Relembre:
O leilão deve ocorrer em 26 de fevereiro de 2021 e a estimativa é de arrecadação de cerca de R$ 10 milhões.
De acordo com comunicado da CPTM à imprensa nesta quarta-feira, 17 de fevereiro de 2021, também serão leiloados lotes grandes com diversas peças, como dormentes, trilhos e outros tipos de sucata, destinados ao mesmo público-alvo.
O leilão acontecerá por meio do site www.siteleiloes.com.br .
Os interessados em participar, sejam pessoas físicas ou jurídicas, devem estar cadastrados no site do leilão.
Na nota, o gerente da GOL (Gerência de Logística), Leandro Capergiani Moreira, disse que ano passado, a CPTM arrecadou cerca de R$ 16,7 milhões nos três leilões realizados. Em 2019, foram R$ 5,2 milhões com a venda de sucata.
“O leilão de peças inservíveis permite a Companhia recuperar parte do investimento, gera benefício ambiental e abre espaço para outros materiais do ciclo de substituição” explicou.
Para este ano, a CPTM diz que manterá a prática com 15 lotes com carros ferroviários unitários com lance mínimo de R$ 43.592,00 cada lote.
Além de as composições serem interessantes para colecionadores e associações de preservação da memória ferroviária, podem ser oportunidades de negócios.
Em diversos países, é comum que carros (vagões) se tornem restaurantes, lanchonetes ou lojas de lembranças. No Brasil, apesar de algumas experiências, a prática não é tão habitual.
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes



Deixe alguns na empresa, como exposição, pois fez parte da história da empresa. Para mim sua configuração era diferenciada, confortável sim, espaçoso, rápido e suspensão bem calibrada, como se flutuasse nos trilhos. Vale Mário Covas….
Teria que ver se a mesma tem verba para isso. Até a ABPF está sofrendo para manter sua estrutura hoje.
Interessante seria a ampliação do Museu da Estação Jundiaí (grande).
Eu pensava que a CPTM utilizaria os antigos CAF/Renfe como trens para um futuro serviço à Campinas. Por ser um trem originalmente de média/longa distância, bastaria ajustar as configurações internas para coloca-lo no serviço (e claro, fazer a devida “requalificação”).
Se não fosse a falta de esforço em um todo, seria também um trem para uso em um serviço à Sorocaba.