Curitiba e Governo do Paraná estudam criação de consórcio para gestão do transporte coletivo da Região Metropolitana

Vice-prefeito, Eduardo Pimentel acompanhado do diretor - presidente de Urbanização de Curitiba S/A e da superintendente do Setran participam de reunião em videoconferência, com Associação de Nacional deTransporte Públicos. Foto: Ricardo Marajó / SMCS.

Ideia foi apresentada pelo vice-prefeito da capital com dirigentes da ANTP

JESSICA MARQUES

A Prefeitura de Curitiba e o Governo do Estado do Paraná vão estudar a criação de um consórcio ou agência metropolitana para a gestão do transporte coletivo da Grande Curitiba. A ideia foi apresentada pelo vice-prefeito da capital, Eduardo Pimentel, durante reunião virtual com os dirigentes da ANTP (Associação Nacional de Transportes Públicos).

O objetivo, segundo a Prefeitura, é equacionar o problema de mobilidade e do subsídio ao transporte público metropolitano. A reunião foi realizada na última quinta-feira, 11 de fevereiro de 2021.

Pimentel representou o prefeito Rafael Greca no encontro que contou com a presença do presidente da Urbs, Ogeny Maia Neto, e da superintendente da Setran, Rosangela Batistella.

“A pandemia colocou em xeque o sistema de mobilidade das cidades, fazendo com que repensemos o atual modelo que está sobrecarregado e ultrapassado. É muito importante que governo federal, estadual e municípios da RMC contribuam de forma proporcional através de subsídios para a modernização do nosso sistema”, afirmou Pimentel, que também é presidente do programa Pró-Metrópole.

Uma alternativa para a mudança, de acordo com o vice-prefeito, seria a criação de um consórcio envolvendo os 29 municípios metropolitanos, a Urbs e a Comec (Coordenação da Região Metropolitana de Curitiba).

“A medida, que foi decidida entre o governador Ratinho Junior e o prefeito Rafael Greca, será inovadora e trará estabilidade ao sistema’, defendeu.

A proposta é seguir um projeto semelhante ao Conresol (Consórcio Intermunicipal para Gestão dos Resíduos Sólidos Urbanos).

“Além disto, é urgente pensar o transporte com novos modais integrando os ônibus ao carro, motos e bicicletas. Apenas assim, com uso da inovação, vamos tornar o sistema de transporte de primeiro mundo e atrativo para novos usuários”.

SUBSÍDIO FEDERAL

Para o funcionamento do consórcio metropolitano, o presidente da Urbs, Ogeny Maia Neto, defendeu o pagamento de subsídio pelo governo federal para o transporte metropolitano das grandes cidades.

“Hoje temos em torno de 20% dos usuários com gratuidade instituída pelo governo federal. E quem paga está conta? Hoje é o usuário esgotando o sistema. Precisamos que o governo federal faça sua parte e auxilie os municípios com o pagamento de subsídio de pelo menos o valor das gratuidades”, afirmou o presidente.

Ogeny destacou ainda a criação do Regime Emergencial do Transporte Coletivo durante a pandemia em Curitiba.

“Desta maneira conseguimos manter o sistema de transporte público da capital funcionando plenamente com a oferta de ônibus sem reajustes ou greves, criamos ferramentas de gestão capazes de garantir aos curitibanos, na medida do possível, um transporte público adequado para o período de distanciamento”, afirmou.

Jessica Marques para o Diário do Transporte

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