Agir aponta tarifa de ônibus a R$ 6,27 em Blumenau (SC), mas Prefeitura descarta
Publicado em: 11 de fevereiro de 2021
Município entende que ‘preço é impraticável e não condiz com a realidade econômica atual’
JESSICA MARQUES
A Agir (Agência Intermunicipal de Regulação do Médio Vale do Itajaí) apontou, em relatório, que a tarifa de ônibus de Blumenau, em Santa Catarina, deveria custar R$ 6,27. O valor atual da passagem é R$ 4,30.
A Prefeitura se manifestou a respeito do documento e descartou possibilidade de aumento para este valor. Em nota, o município informou entender que o “preço é impraticável e não condiz com a realidade econômica atual”. O parecer administrativo da Agir ainda será analisado pela Blumob.
Confira a nota da Prefeitura, na íntegra:
A Prefeitura de Blumenau foi surpreendida na manhã desta quinta-feira, dia 11, com a publicação do Parecer Administrativo da Agência Intermunicipal de Regulação do Médio Vale do Itajaí (Agir), referente à Revisão Tarifária Ordinária (RTO), em que faz recomendações e sugere um novo valor da tarifa do transporte coletivo de Blumenau.
A RTO está prevista em contrato e abrange levantamento de eventuais desequilíbrios econômicos e financeiros ocorridos a cada três anos da execução do contrato. Esta é a primeira RTO e que teve como fato excepcional eventos relacionados à pandemia, que resultaram numa queda significativa de passageiros no sistema, impactando no valor final da tarifa apontado pelo estudo.
O Município foi notificado deste parecer e está dentro do prazo para realizar sua análise e manifestação quanto à concordância ou não com a tarifa sugerida e todos os demais elementos, incluindo as recomendações feitas pela agência no sentido do equilíbrio econômico financeiro do contrato.
Independente de não ter concluído sua análise, a Prefeitura de Blumenau tranquiliza a população no sentido de que não concorda com o valor sugerido no estudo da Agir. O Município entende que o preço é impraticável e não condiz com a realidade econômica atual, principalmente diante da pandemia da Covid-19, que trouxe como consequências desemprego e perda de renda por parte da população. A Prefeitura pretende, na sua manifestação, sugerir um valor praticável diante do cenário atual.
Jessica Marques para o Diário do Transporte


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