Decreto de Doria inicia processo de desapropriação de área para instalação de geradores do segundo trecho do VLT da Baixada

Quando pronto, sistema tem previsão de operar com 33 VLTs transportando 95 mil passageiros por dia.

Área de 581,69 m² está localizada na cidade de Santos, e servirá ao VLT no trecho Conselheiro Nébias-Valongo

ALEXANDRE PELEGI

Decreto do governado de São Paulo, João Doria, declara de utilidade pública, para fins de desapropriação pela Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos de São Paulo S.A. – EMTU/SP, um imóvel em Santos, litoral paulista, necessário à implantação de Grupo de Geradores do segundo trecho do VLT da Baixada Santista.

O decreto autoriza a EMTU a invocar o caráter de urgência no processo judicial de desapropriação.


O segundo trecho do VLT, conhecido também como Sistema Integrado Metropolitano da Região Metropolitana da Baixada Santista, vai da avenida Conselheiro Nébias ao bairro do Valongo, em Santos, no litoral Sul paulista, com oito quilômetros e 14 estações acessíveis, passando pelas ruas Campos Mello, Doutor Cochrane, João Pessoa, Visconde de São Leopoldo, São Bento, Amador Bueno, Constituição, Luiz de Camões e a Avenida Conselheiro Nébias.

O imóvel objeto do processo de desapropriação está localizado na Rua João Pessoa, nº 464, no município de Santos, e tem área total de 581,69 metros quadrados.

O VLT é um modo de transporte sustentável, movido a eletricidade como o Metrô. Seu consumo de energia é 2,6 vezes menor que o dos ônibus a diesel, e 5,4 vezes menor que os automóveis.

Como mostrou o Diário do Transporte, o governador de São Paulo João Doria assinou em 24 de setembro de 2020, ordem de serviço para o início das obras do segundo trecho do modal.

A expectativa é de uma demanda diária de 35 mil passageiros em dias normais da semana sem os efeitos da pandemia da Covid-19.

Para o novo trecho, serão colocadas mais sete composições em operação.

Por meio de nota, o Governo do Estado informou que “o prazo de conclusão do projeto é de 30 meses”. 

No dia 06 de julho de 2020, Doria assinou contrato de R$ 217,7 milhões com a construtora Queiroz Galvão para o início das obras.

Relembre:

Doria assina contrato de R$ 217,7 milhões com Queiroz Galvão para segundo trecho do VLT da Baixada Santista

O sistema é operado pela BR Mobilidade, do Grupo Comporte, de Constantino Oliveira, que opera os ônibus da Viação Piracicabana em Santos, e gerenciado pela EMTU.

Com a conclusão, o VLT da Baixada terá, segundo o Governo do Estado, 27 quilômetros de extensão, considerando o trecho de 11,5 quilômetros já em operação entre São Vicente (Barreiros) e o Porto de Santos, além das ligações entre Conselheiro Nébias e Valongo e Barreiros a Samaritá, em São Vicente, que está em projeto. O sistema tem previsão de operar com 33 VLTs transportando 95 mil passageiros por dia.

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

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