Marcopolo acredita em VLTs híbridos como promissores para a América do Sul

Para Bento Gonçalves (RS), modelo é a diesel

Especificamente no Brasil, há espaço para modelos a diesel, mas eletrificação é tendência

ADAMO BAZANI

VLTs (Veículos Leves sobre Trilhos) com propulsão híbrida devem ser tendências para sistemas de média capacidade na América do Sul em curto e médio prazo.

A opinião é do chefe de negócios da Marcopolo Next e executivo responsável pela Marcopolo Rail, Petras Amaral, em resposta por meio da assessoria de imprensa nesta segunda-feira, 18 de janeiro de 2021, ao Diário do Transporte sobre as perspectivas de meios de deslocamento sobre trilhos na região.

Como mostrou a reportagem, em 16 de dezembro de 2020, a Marcopolo lançou seu primeiro modelo de VLT para operações pela Giordani Turismo, em Bento Gonçalves (RS).

O modelo apresentado é movido a diesel na versão turismo.

Relembre:

https://diariodotransporte.com.br/2020/12/16/marcopolo-lanca-seu-primeiro-vlt-inicio-das-operacoes-sera-no-sul-pela-giordani-turismo/

Os VLTs da Marcopolo, tradicional fabricante de carrocerias de ônibus, podem ser movidos a eletricidade, em versões híbridas ou a diesel.

Os ônibus continuam sendo o maior mercado para a Marcopolo que também desenvolveu modelos para BRT (Bus Rapid Transit), estruturas com maior capacidade e velocidade que corredores comuns de ônibus, como o Viale BRT e o Torino Express, com o urbano convencional Torino e o micro Senior para alimentadores.

Amaral afirmou que o mercado tem se interessado por propulsões híbridas que combinem eletricidade e gás natural na América Latina, mas o que vai determinar mesmo a escolha é a infraestrutura e o potencial de cada região.

“Temos vislumbrado que as motorizações futuras de VLTs trazem oportunidades de utilização de diferentes tipos de propulsão, normalmente de acordo com a matriz energética de cada país e região.  Entre as principais tendências futuras de utilização na América do Sul estarão as propulsões híbridas, à gás natural e elétricas. Estamos nos preparando para estas demandas juntamente com nossos parceiros e desde já desenvolvendo soluções para serem ofertadas como opcionais, atendendo de forma customizada as necessidades das cidades e operadores.” – disse

Já o coordenador de engenharia da Marcopolo Rail, Marcelo Campos, disse também ao Diário do Transporte que no Brasil, a tendência de novos sistemas é a eletricidade, mas que há espaço para VLTs a diesel em estruturas já instaladas e destacou o Nordeste.

Atualmente no Nordeste são utilizados em grande maioria VLTs com propulsão a diesel, existem em quantidade bem menor metrôs elétricos. Já nas regiões de São Paulo e Rio de Janeiro, como são transporte para uma quantidade muito grande de passageiros, a maioria é por trens elétricos onde a infraestrutura já está construída oferecendo esta solução.

Deve-se levar em conta que para a propulsão elétrica, tanto o material rodante quanto a infraestrutura exigem investimentos iniciais e de manutenção com custo mais alto que a propulsão a diesel.

Por estes motivos, a tendência é que para vias férreas já existentes e não eletrificadas   a solução que oferece melhor custo benefício é material rodante com propulsão a diesel. Para vias férreas já existentes com infraestrutura que ofereça eletrificação a tendência é manter material rodante com propulsão elétrica.

Chamando de Prosper VLT, o trem leve da Marcopolo pode ser configurado para até 760 passageiros por composição na versão urbana.

Dados técnicos do Prosper VLT:

  • Altura interna: 2.384 mm
  • Largura interna: 2.700 mm
  • Sistema Automotriz
  • Plataforma de embarque: 1,10m
  • Posto para cadeirante: um em cada carro (0,8 m X 1,2 m);
  • Número de portas: até 6 portas laterais de cada carro (1.750 mm x 1.930 mm);
  • Saídas de emergência: 4
  • Conformidade com as normas internacionais
  • Interface em tempo real: rotas, mídia, GPS, ethernet, telas etc
  • Capacidade de Passageiros por composição de quatro carros:

Versão Urbana -760 passageiros

Versão Intercidades – 280 passageiros

Os trucks (como se fossem os chassis) são feitos pela Randon e sistema de freios é Knorr.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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Comentários

Comentários

  1. luiz.oliveora disse:

    Bom dia, os veiculos devem ser a etanol e não a diesel.

  2. wang chong disse:

    eh a ideia de Fura Fila em Sao Paulo, que infelizmente nao deu certo …

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