Doria anuncia nova classificação das regiões no Plano São Paulo, com cidades nas fases vermelha e laranja

Doria fez anúncio de antecipação nesta quarta-feira

Total de contágios, internações e óbitos tem crescido muito rapidamente e preocupa equipe de Saúde. Inicialmente, mudança deveria ocorrer no dia 05 de fevereiro

Total de contágios, internações e óbitos tem crescido muito rapidamente e preocupa equipe de Saúde. Inicialmente, mudança deveria ocorrer no dia 05 de fevereiro

ADAMO BAZANI

De forma extraordinária, o governo do Estado de São Paulo, anunciou nesta sexta-feira, 15 de janeiro de 2021, a reclassificação das regiões nas fases do plano contra a covid-19.

Os municípios da região de Marília, no interior paulista, que estavam na fase laranja regridem para a fase vermelha do plano, a mais restritiva, com permissão apenas de atividades essenciais.

As regiões de Bauru, Araçatuba, São José do Rio Preto, Franca, Ribeirão Preto,Piracicaba e Taubaté que estavam na fase amarela passam para a fase laranja, o segundo maior grau de restrição.

Presidente Prudente permanece na fase laranja.

A decisão foi tomada devido ao avanço da covid-19 no Estado de São Paulo

A capital e a região metropolitana permanecem na fase amarela, assim como as demais áreas no estado.

Com esta nova atualização, 67% da população do Estado de São Paulo estarão sob a fase laranja

A nova classificação passa a valer a partir de segunda-feira, 18 de janeiro de 2021.

Na entrevista coletiva, o governador João Doria afirmou que em conversas com o promotor Mário Sarrubo, do Ministério Público do Estado de São Paulo, foi acertado que a promotoria tomará medidas na Justiça contra os prefeitos que desrespeitarem as fases do plano.

A atualização estava prevista para ocorrer no dia 05 de fevereiro, mas o ritmo do avanço da doença tem preocupado a equipe de Saúde da gestão do governador João Doria.

Para uma região mudar ou permanecer nas fases são levados em conta critérios como tava de contaminação, internações (ocupação de leitos) e mortes.

A reclassificação anterior ocorreu no dia 08 de janeiro de 2021, com 90% do Estado ficando na fase amarela, com restrições médias das atividades econômicos e circulação, e 10% na fase laranja, a segunda mais rígida, com as regiões de Registro, Sorocaba, Marília e Presidente Prudente.

     

REVISÃO DE CRITÉRIOS:

Os critérios do Plano São Paulo foram revistos na primeira semana de janeiro diante do crescimento dos casos, óbitos e internações pela covid-19.

As regras para mudança de fases ficaram mais duras, mas as permissões dentro de cada fase mudaram, com mais atividades permitidas na fase laranja e horário mais amplo de atendimento.

Todas as atividades permitidas foram autorizadas a funcionar oito horas por dia (antes eram quatro horas) e a ocupação dos estabelecimentos na fase laranja passou de 20% para 40% da capacidade.

O atendimento presencial em todos os estabelecimentos na fase laranja passou a ser até 20h.

FESTAS:

No período de festas, entre os dias 25 e 27 de dezembro e entre 01º e 03 de janeiro somente serviços essenciais vão funcionar. Na prática é como todo o Estado de São Paulo retrocedesse para a fase vermelha nestes dias e na fase amarela nos demais dias. A região de Presidente Prudente tinha sido reclassificada em 22 de dezembro para a fase vermelha, mesmo fora do período de festas.

TRANSPORTES: OFERTA MAIOR QUE DEMANDA E FONTES EXTRA-TARIFÁRIAS:

Toda alteração no Plano São Paulo é acompanhada de perto pelo setor de transportes.

Nos casos de flexibilização maior há impactos diretos na demanda de passageiros de ônibus, trens e metrô, e também aumento no trânsito de veículos particulares.

Em relação ao transporte público, de acordo com os especialistas, o ideal é ampliar a oferta de ônibus e composições num percentual maior que o da demanda para evitar superlotação e risco maior de contágio. Ao mesmo tempo, tem sido um desafio manter os sistemas economicamente sustentáveis com uma oferta maior que a demanda, num cenário ideal de operação neste momento.

O consenso é que os sistemas de transportes não devem depender apenas das tarifas, mas obter formas de subsídios externos para a continuidade dos serviços.

DECRETO E FASES:

Diário do Transporte mostrou no dia 29 de maio de 2020, a gestão João Doria publicou o decreto 64.994, em edição extraordinária do Diário Oficial do Estado de São Paulo, com as regras para as mudanças de fases nas cidades.

A região metropolitana foi dividida em cinco sub-regiões, mas agora foi unificada.

Norte: Caieiras, Cajamar, Francisco Morato, Franco da Rocha, Mairporã;

Leste: Arujá, Biritiba-Mirim, Ferraz de Vasconcelos, Guararema, Guarulhos, Itaquaquecetuba, Mogi das Cruzes, Salesópolis, Santa Isabel, Suzano

Sudeste: Diadema, Mauá, Ribeirão Pires, Rio Grande da Serra, Santo André, São Bernardo do Campo, São Caetano do Sul;

Sudoeste: Cotia, Embu,Embu-Guaçu, Itapecerica da Serra, Juquitiba, São Lourenço da Serra, Taboão da Serra, Vargem Grande Paulista;

Oeste: Barueri, Carapicuíba, Itapevi, Jandira, Osasco, Pirapora do Bom Jesus, Santana de Parnaíba

São cinco fases. No decreto, a equipe de Doria também detalha quais as atividades permitidas em cada uma destas fases:

Fase 1 (Vermelha): Alerta Máximo – Fase de contaminação, com liberação apenas para serviços essenciais)

Na fase vermelha, ficam liberadas apenas as atividades consideradas essenciais

– Saúde: hospitais, clínicas, farmácias, clínicas odontológicas, lavanderias e estabelecimentos de saúde animal.

– Alimentação: supermercados, hipermercados, açougues e padarias, lojas de suplemento, feiras livres. É vedado o consumo no local.

– Bares, lanchonetes e restaurantes: permitido serviços de entrega (delivery) e que permitem a compra sem sair do carro (drive thru). Válido também para estabelecimentos em postos de combustíveis.

– Abastecimento: cadeia de abastecimento e logística, produção agropecuária e agroindústria, transportadoras, armazéns, postos de combustíveis e lojas de materiais de construção.

– Logística: estabelecimentos e empresas de locação de veículos, oficinas de veículos automotores, transporte público coletivo, táxis, aplicativos de transporte, serviços de entrega e estacionamentos.

– Serviços gerais: lavanderias, serviços de limpeza, hotéis, manutenção e zeladoria, serviços bancários (incluindo lotéricas), serviços de call center, assistência técnica de produtos eletroeletrônicos e bancas de jornais.

– Segurança: serviços de segurança pública e privada.

– Comunicação social: meios de comunicação social, inclusive eletrônica, executada por empresas jornalísticas e de radiodifusão sonora e de sons e imagens.

– Construção civil, agronegócios e indústria: sem restrições.

Fase 2 (Laranja): Controle – Fase de atenção, com eventuais liberações.

Na fase laranja, shoppings centers (com proibição de abertura das praças de alimentação), comércio de rua e serviços em geral podem funcionar com capacidade limitada a 40%, horário reduzido para oito horas seguidas e adoção dos protocolos padrão e setoriais específicos.  Foram incluídos na atualização dos critérios as atividades de salões e barbearias, além de bares e restaurantes que estarão liberados com restrições. Ainda de acordo com a atualização anunciada em 08 de janeiro de 2021, todas as atividades permitidas puderam funcionar oito horas por dia (antes eram quatro horas) e a ocupação dos estabelecimentos na fase laranja passa de 20% para 40% da capacidade.

Fase 3 (Amarela): Flexibilização – Fase controlada, com maior liberação de atividades

Na fase amarela, shoppings centers (com proibição de abertura das praças de alimentação), comércio de rua e serviços em geral podem funcionar com capacidade a limitada 40%, horário reduzido para seis horas seguidas e adoção dos protocolos padrão e setoriais específicos, salões e barbearias, além de bares e restaurantes que estarão liberados com restrições. O governo do Estado antecipou para esta fase as academias, parques e salões de beleza e barbearias.

Fase 4 (Verde): Abertura Parcial – Fase decrescente, com menores restrições

Na fase verde, fica liberado o funcionamento de todos os estabelecimentos comerciais e de serviços, incluindo academias e praças de alimentação dos shoppings, desde que com capacidade limitada a 60% e adoção dos protocolos padrão e setoriais específicos. Ficam proibidos eventos que gerem aglomeração.

Fase 5 (Azul): Normal controlado – Fase de controle da doença, liberação de todas as atividades com protocolos de segurança e higiene.

Retomada da economia dentro do chamado “novo normal”

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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Comentários

Comentários

  1. JOSÉ LUIZ VILLAR COEDO disse:

    Acho que a Grande SP vai ficar “AMARELADA” mesmo! TÁ cruel ! Mas… durante as ELEIÇÕES E CAMPANHAS ELEITORAIS… TAVA TUDO BEM NE?! HIPÓCRITAS!

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