Com Brexit, demanda de passageiros da Eurostar deve cair 10%

Empresa é subsidiária de estatal francesa

Secretário de Estado dos Transportes francês, Jean-Baptiste Djebbari, acredita que com o tempo, número deve voltar ao habitual e classificou como negativa a saída do Reino Unido da União Europeia

ADAMO BAZANI

Com agências internacionais

Com a saída do Reino Unido da União Europeia que ocorreu em 1º de janeiro de 2021, a demanda de passageiros da Eurostar, subsidiária da empresa ferroviária estatal francesa SNCF, deve cair em torno de 10%.

A previsão é do secretário de Estado dos Transportes francês, Jean-Baptiste Djebbari, em entrevista neste domingo (03) ao canal BFMTV.

Djebbari acredita que no ano que vem a demanda deve ser recuperada, mas disse que a medida vai afetar ciclo de crescimento esperado para depois da pandemia de covid-19.

O secretário ainda disse que “o Brexit não é uma boa notícia nem para os britânicos nem para a Europa”, e acusou “todos aqueles que mentiram” na campanha para o referendo de 2016, por oposição às promessas positivas que anunciaram “será negado pelos fatos”.

Segundo Djebbari, a Eurostar transportou 11 milhões (11.046.608) passageiros em 2019, 1% a mais que em 2018. Os números de 2020 ainda estão sendo consolidados, mas não podem ser tomados como parâmetros por causa dos efeitos da pandemia do coronavírus.

O total corresponde a cerca da metade das pessoas que viajaram entre a França e a Inglaterra pelo Eurotúnel.

Os demais passageiros eram da Getlink, concessionária do túnel ferroviário sob o Canal da Mancha.

Djebbari reiterou os planos da Companhia Ferroviária Nacional (SNCF) de colocar os trens noturnos de volta em serviço entre este ano e 2022 em duas rotas diferentes: Paris-Hendaye-Tarbes e Paris-Nice.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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