Motoristas de Rio Branco (AC) pedem intervenção da prefeitura no transporte coletivo

Motoristas protestaram próximo à prefeitura. Foto: Reprodução vídeo Acre 24 horas

Câmara rejeitou votar PL da administração municipal que previa repasse de R$ 2,4 milhões às empresas de ônibus

ALEXANDRE PELEGI

Continua o impasse no transporte público de Rio Branco, capital do Acre.

Em protestos desde a terça-feira, 15 de dezembro, os motoristas vêm se manifestando contra seguidos atrasos no pagamento de salários.

Na segunda-feira, visando evitar paralisações, a prefeitura encaminhou à Câmara de Vereadores um Projeto de Lei propondo repasses de R$ 2,4 milhões ao sistema para a continuação dos serviços e pagamento de salários da categoria.

Por duas oportunidades o Projeto não obteve os nove votos necessários para seguir para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), início do trâmite para votação em plenário.

Inicialmente os rodoviários protestaram contra os vereadores, pressionando pela votação, mas nesta sexta-feira, 18 de dezembro de 2020, mudaram o foco e passaram a exigir que a prefeitura faça a intervenção nas empresas de ônibus, e passe a administrar o sistema de transporte municipal.

Em manifestação na manhã dessa sexta-feira, os motoristas pararam os ônibus nas imediações da prefeitura de Rio Branco, onde realizaram protestos.

Como nos demais dias, o serviço de transporte segue com paralisações nos horários de pico.

As empresas Via Verde, Floresta e São Judas Tadeu já informaram que não têm dinheiro para pagar os atrasados ainda em 2020.

OUTRO LADO

Em nota, a Prefeitura informou que a RBTrans não está omissa com a situação e que não foi comunicada sobre paralisação dos motoristas de ônibus.

Confira a nota, na íntegra:

A Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito – RBTrans, esclarece que não foi comunicada sobre a paralisação dos motoristas de ônibus. Como medida notificou as empresas, de acordo com a lei municipal nº 332/1982, que regulamenta o Sistema de Transporte Coletivo do Município de Rio Branco, garantindo no caso de greve, a manutenção de 40% (quarenta por cento) dos ônibus em funcionamento.

Após as empresas serem notificadas pela RBTrans, os motoristas voltaram a trabalhar com 85% da frota operante. No entanto, ocorreu nova paralisação por parte dos trabalhadores do transporte coletivo. Coube a este órgão de trânsito, a autuação das empresas, o que prontamente foi feito.

Após, o Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo do Estado do Acre – Sindicol informou a esta Superintendência sobre o Dissídio Coletivo de Greve.

Os motoristas permanecem em greve até a data de hoje, 18, mesmo com liminar na justiça que garante ao Sindicol o retorno de 90% da frota e estipula multa diária no valor de R$ 50 mil, em desfavor do Sindicato dos Trabalhadores em Transporte de Passageiros e Cargas do Estado do Acre – SINTTPAC.

A RBTrans não está omissa. Todas as medidas administrativas cabíveis com amparo na legislação foram tomadas para o cumprimento do serviço essencial de transporte público.

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

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