Buser diz que pagamentos com PIX correspondem a 15% das compras dos usuários

De acordo com aplicativo, outras formas de pagamento continuam. Atuação de empresa têm diferentes decisões da Justiça e forma como é realizado o fretamento é a principal discussão

ADAMO BAZANI

A Buser informou na tarde desta terça-feira, 17 de novembro de 2020, que os pagamentos das passagens por meio do PIX, novo sistema de transferência de valores, correspondeu a 15% das compras feitas pelos passageiros.

A companhia não informou os números absolutos das transações.

O meio de pagamento criado pelo BC (Banco Central) passou a vigorar na segunda-feira, 16, e pode ser usado a partir de uma conta corrente, conta poupança ou conta de pagamento pré-paga.

A empresa de aplicativo que utiliza ônibus de fretamento para passageiros que não necessariamente se conhecem antes da viagem afirmou, por meio de nota, que na área para pagamento da ferramenta foi inserida a opção.

Na mesma nota, um dos proprietários da Buser, Marcelo Abritta, diz que outras opções continuam para a compra pelos passageiros.

“É importante destacar que a implementação do Pix não quer dizer que cartões de crédito e débito, boletos e cheques deixarão de existir, e a Buser continuará trabalhando normalmente com essas outras formas de pagamento. O Pix nada mais é que uma opção extra de comodidade e praticidade para os usuários na hora de realizar uma compra online.”,  disse Abritta, segundo a nota.

A Buser é uma empresa de tecnologia que diz intermediar passageiros e empresas de ônibus de fretamento. Há diferentes decisões judiciais por todo o País sobre sua atuação.

Uma das maiores discussões é sobre uma possível concorrência desigual com as empresas que operam as linhas regulares. A Buser não é obrigada a transportar gratuidades, cumprir horários e itinerários, mesmo com baixa ocupação, como viações são submetidas. Por este motivoque a Buser e outros aplicativos conseguem preços em geral menores, segundo as associações das empresas regulares.

Recentemente, a ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) realizou uma série de apreensões de ônibus viajando pela Buser (a empresa não possui frota) sob a alegação que os veículos de empresas de fretamento não estavam realizando o chamado circuito fechado, pelo qual o mesmo grupo de passageiros deve estar presente tanto na viagem de ida como na de volta.  A agência diz que não fiscaliza aplicativos, mas verifica o cumprimento das normas de transportes e o circuito fechado é uma das principais exigências para uma viagem ser considerada de fretamento.

Até o dia 30 de novembro,  a Artesp, agência que regula os transportes no Estado de São Paulo, realiza uma consulta pública para aperfeiçoar o regime de fretamento e o circuito fechado é uma das principais discussões.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes  

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