Metrô lança licitação para adequação da Estação São Joaquim para receber a linha 6-Laranja

Logotipo do Acciona em canteiro de obras da linha 6-Laranja. Foto: Divulgação Governo do Estado de São Paulo

Parada da linha 1-Azul será terminal da linha que foi assumida pela espanhola Acciona

ADAMO BAZANI

O Metrô de São Paulo lançou licitação para escolher uma empresa ou consórcio que vai realizar o projeto básico para adequar a Estação São Joaquim, da linha 1-Azul, para receber a linha 6-Laranja (Brasilândia/São Joaquim).

O aviso de concorrência foi publicado nesta quinta-feira, 12 de novembro de 2020, e o edital completo vai ser disponibilizado na sexta-feira (13).

A sessão de entrega de propostas foi marcada para 21 de janeiro de 2021

A estação que é uma parada da linha 1 será terminal da linha 6 na região central da cidade.

Como mostrou o Diário do Transporte, depois de estar com as obras paradas desde 2016, a linha 6- Laranja foi assumida pelo consórcio do grupo espanhol Acciona que “comprou” a concessão da PPP – Parceria Público Privada do Consórcio Move São Paulo, formado pelas empresas Odebrecht, Queiroz Galvão e UTC, que alegou problemas financeiros.

As empresas integrantes do Move SP são alvos de investigações de corrupção na Operação Lava-Jato em outros empreendimentos.

As obras foram retomadas oficialmente em 06 de outubro de 2020 e, na cerimônia de reinício dos trabalhos, o governador João Doria prometeu conclusão até 2025.

Relembre:

https://diariodotransporte.com.br/2020/10/06/linha-6-laranja-nao-ha-razao-para-duvidar-do-prazo-de-entrega-diz-doria/

LINHA 6 – LARANJA:

Retomada das obras: 06 de outubro de 2020

Previsão de entrega total: outubro de 2025

Construção e operação em PPP – Parceira Público Privada: Concessionária “Linha Universidade Participações S.A.”, liderada pelo grupo espanhol Acciona

Antigo Consórcio: Consórcio Move São Paulo, formado pelas empresas Odebrecht, Queiroz Galvão e UTC.

Extensão: 15,3 km de extensão, entre a Vila Brasilândia (zona Noroeste) a Estação São Joaquim (região central)

Valor do empreendimento: R$ 15 bilhões

Frota: 22 trens

Demanda diária: 630 mil passageiros

Estações: Brasilândia, Vila Cardoso, Itaberaba, João Paulo I, Freguesia do Ó, Santa Marina, Água Branca, Pompeia, Perdizes, Cardoso de Almeida, Angélica, Pacaembu, Higienópolis-Mackenzie, 14 Bis, Bela Vista e São Joaquim

Prazo de contrato: 19 anos para manutenção e operação.

Integrações: Sistemas de ônibus e linhas 1-Azul do Metrô, 4-Amarela operada pela concessionária ViaQuatro e 7-Rubi e 8-Diamante, ambas da CPTM

No dia 07 de julho de 2020 terminou a última prorrogação do processo do contato de caducidade com o Consórcio Move São Paulo, formado pelas empresas Odebrecht, Queiroz Galvão e UTC.

O contrato era do Consórcio MOVE São Paulo, responsável pela construção da linha 6 Laranja do Metrô (Vila Brasilândia/São Joaquim).

O MOVE São Paulo, formado pelas empresas Odebrecht, Queiroz Galvão e UTC, assumiu o contrato de construção em 2015, mas entregou até a paralisação dos serviços, em 02 de setembro de 2016, apenas 15% das obras.

As obras estão paradas desde setembro de 2016 e assim como a atuação da MOVE SP foi controversa, a entrada da Acciona foi marcada por uma novela com ameaça do grupo espanhol não assumir o contrato, contestando valores e condições, tudo isso mesmo depois do anúncio pelo governador João Doria.

O anúncio de que a Acciona assumiria o contrato foi feito em 07 de fevereiro de 2020 pelo governo paulista. Relembre: Linha 6-Laranja do Metrô terá obras retomadas pela Acciona

A linha 6 é uma PPP – Parceria Público Privada prevê a construção, os trens e a operação da linha.

A Acciona, conglomerado espanhol formado por mais de 100 empresas e com sede em Madri, atua no Brasil desde 1996, onde conta com mais de 1500 profissionais em unidades em São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará e Pernambuco.

Deteve por 10 anos a concessão da chamada Rodovia do Aço (BR-393), além de ter participado das obras do Porto do Açu, no Rio de Janeiro, além de dois lotes do Rodoanel Norte, em São Paulo.

Venceu licitações para a construção de linhas e estações de metrô em São Paulo (SP) e Fortaleza (CE).

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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