Sindicato descarta greve de ônibus em Teresina para esta sexta (23)

Empresas ainda não efetuaram pagamento de benefícios aos rodoviários. Foto: Divulgação.

Paralisação está prevista para ter início a partir de quarta (28)

JESSICA MARQUES

O Sintetro (Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Transportes Rodoviários do Piauí) descartou a greve de ônibus em Teresina, que ocorreria nesta sexta-feira, 23 de outubro de 2020.

A paralisação seria realizada caso as empresas de ônibus não pagassem o ticket alimentação e o plano de saúde aos funcionários. O pagamento não foi efetuado, mas os rodoviários pretendem realizar nova paralisação apenas a partir de quarta (28).

“Essa decisão partiu de todos os trabalhadores. As empresas receberam um determinação e não cumpriram. Vamos aguardar o prazo estabelecido para voltar retornar com a greve”, afirmou o presidente do sindicato, Ajuri Dias, ao portal local O Dia.

Conforme já noticiado pelo Diário do Transporte, o TRT (Tribunal Regional do Trabalho) da 22ª Região determinou que as empresas terão que pagar os benefícios atrasados aos rodoviários.

A determinação foi publicada em 13 de outubro de 2020, com dez dias para cumprimento. Caso as empresas descumpram o que foi decidido pelo Tribunal, a multa será de R$ 5 mil por dia até que se atinja o limite de R$ 100 mil.

Assim, o pagamento do ticket alimentação terá que ser de R$584,89 para motoristas, R$ 465,56 para os cobradores, fiscais e despachantes; e para os demais trabalhadores será de R$ 373,64. Quanto ao plano de saúde, o custeio deve ser de 60% sob responsabilidade das empresas e 40% dos trabalhadores.

À mídia local, o sindicato informou que os empresários já sinalizaram que não vão cumprir com as determinações estabelecidas pelo órgão. Por esse motivo, a categoria já decidiu por uma nova paralisação. O prazo determinado às empresas é até sexta-feira (23).

Em 13 de outubro de 2020, os rodoviários realizaram uma paralisação reivindicando o pagamento dos benefícios. Na ocasião, o TRT determinou que a operação fosse feita com no mínimo 70% da frota em horários de pico e 30% no entrepico.

Em seguida, o órgão determinou que as empresas teriam que pagar o que foi estabelecido no dissídio coletivo de 2019.

Relembre: Transporte coletivo de Teresina opera com 70% da frota após determinação da Justiça

Jessica Marques para o Diário do Transporte

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