Anfavea prevê queda acumulada de 36% no licenciamento de ônibus em 2020

Publicado em: 7 de outubro de 2020

Projeções foram apresentadas pelo presidente da associação, em entrevista coletiva. Foto: Reprodução.

Até dezembro, setor deverá ter apenas 13.500 unidades licenciadas

JESSICA MARQUES

A Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores) prevê que 2020 tenha uma queda acumulada de 36% no licenciamento de ônibus, chegando a apenas 13.500 unidades até dezembro. Em caminhões, a projeção é de 83.500 unidades, uma retração de 18%.

As previsões foram divulgadas em entrevista coletiva nesta quarta-feira, 07 de outubro de 2020.

“Infelizmente em ônibus, com exceção de escolares, que tem um volume importante para ser entregue, nos setores de ônibus rodoviários e urbanos ainda temos uma queda muito importante”, afirmou o presidente da associação, Luiz Carlos Moraes.

Os números em baixa são resultado da crise ocasionada pela pandemia de Covid-19, que segue afetando o setor de transportes.

Os segmentos de fretamento e ônibus escolares são os que contribuem para a produção dos veículos, conforme informado em entrevista ao Diário do Transporte pelo presidente da Anfavea, Luiz Carlos Moraes.

Relembre: ENTREVISTA: Fretamento e escolares contribuem para produção de ônibus, mas não há previsão para recuperação do setor

Além disso, a expectativa da Anfavea para o mercado interno de autoveículos novos (automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus) é de 1,925 milhão de unidades licenciadas neste ano, uma queda de 31% e pior resultado desde 2005.

A Anfavea também prevê uma preferência pelo transporte individual, o que pode aquecer o mercado de automóveis, mas prejudicar o transporte coletivo por ônibus.

PRODUÇÃO

Também durante a coletiva de imprensa, os dados de produção e licenciamento foram divulgados.

Relembre: Produção de ônibus no Brasil acumula queda de 34,6% de janeiro a setembro de 2020

Ainda com relação à produção, Luiz Carlos Moraes afirmou que a indústria vai manter um estoque justo, de acordo com a demanda, como tem acontecido nos últimos meses. Portanto, a produção não será para ter muitas unidades na fábrica na virada do ano.

Para veículos pesados, as perspectivas são de 95 mil unidades produzidas, considerando ônibus e caminhões.

A produção estimada para o fim do ano é de 1,915 milhão de unidades, queda de 35% sobre 2019 e pior ano desde 2003, também considerando as categorias de veículos juntas.

EXPORTAÇÃO

Nas exportações, estima-se o envio total de 284 mil unidades, 34% a menos que no ano anterior, pior volume desde 1999.

A perspectiva da Anfavea para a exportação de veículos pesados é de 14 mil unidades, uma queda de 32%. Considerando o total de veículos, a previsão é de 284 mil unidades.

Segundo Moraes, a projeção é melhor do que o imaginado inicialmente, mas ainda muito aquém do necessário para diminuir a ociosidade do setor.

“Basicamente, isso é provocado pela Argentina, mas os demais mercados também estão com quedas substanciais”, considerou o presidente da Anfavea.

Para o setor de máquinas agrícolas e rodoviárias, as projeções são um pouco melhores, com crescimento de 5% nas vendas, mas quedas de 4% na produção e de 31% nas exportações.

Confira os números de projeção, na íntegra:

Jessica Marques para o Diário do Transporte

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