Metrô de São Paulo afirma que operação evita emissão de 842 mil toneladas de CO2 por ano

Publicado em: 22 de setembro de 2020

Dados são do Inventário de Emissões de Gases do Efeito Estufa elaborado pela companhia

JESSICA MARQUES

O Metrô de São Paulo informou que a operação da companhia evita a emissão de 842 mil toneladas de dióxido de carbono (CO2), em média, por ano. A informação foi divulgada nesta terça-feira, 22 de setembro de 2020, Dia Mundial Sem Carro.

Os dados são do último Inventário de Emissões de Gases do Efeito Estufa elaborado pela companhia. Com base no balanço, o Metrô afirma que optar por esse meio de transporte é uma das alternativas que podem ajudar o meio ambiente, por tratar-se de um modal que polui menos em comparação a carros.

“O ganho ambiental chega a 792 mil toneladas de CO2 em um ano, de acordo com o balanço líquido de emissões de Gases do Efeito Estufa (GEE), que considera o que deixou de ser lançado à atmosfera, descontando as 50 toneladas de gás carbônico geradas pelo consumo de energia elétrica fornecida para as linhas 1-Azul, 2-Verde, 3-Vermelha e 15-Prata, além de CCO e os quatro pátios de manutenção, administradas pela Companhia do Metrô de São Paulo”, detalhou a companhia.

“O Metrô se tornou fundamental para a mobilidade sustentável por comportar um número maior de passageiros, possibilitando viagens mais rápidas, se comparado aos outros modais, além de diminuir a quantidade de veículos poluentes que circulam pela cidade. Essas características ajudam a reduzir congestionamentos e, consequentemente, o consumo de combustível, evitando as emissões atmosféricas. Entre 2012 e 2019, para cada tonelada de CO2 emitida na operação do Metrô, foram evitadas 18 toneladas que teriam sido emitidas por outros modais para realizar as mesmas viagens se o Metrô não existisse”, informou também.

COMPARAÇÃO

O Metrô de São Paulo também comparou a emissão de gases do efeito estufa por passageiro com ônibus movidos a diesel e carros a gasolina. Segundo a companhia, o metrô gera seis gramas de CO2 para transportar um passageiro por um quilômetro, enquanto a média na RMSP é de 80g em um ônibus e de 120g em um automóvel no mesmo percurso.

O indicador de emissão de gases por efeito estufa por passageiro/quilômetro é calculado a partir de informações operacionais do Metrô e dos ônibus municipais, de dados da Pesquisa Origem/Destino e de Mobilidade Urbana.

Os resultados também consideram informações de emissões veiculares fornecidas pela Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (CETESB).

“A característica sustentável é uma marca desse modal e a eficiência energética virou meta no Metrô, que vem conseguindo bons números para a redução do consumo. Em 2019, mesmo com a inauguração de quatro estações na Linha 15-Prata, o gasto total de energia das linhas operadas pelo Metrô se manteve estável e o consumo relativo de energia caiu de 3,41 kWh por carro/km em 2015 para 2,86 kWh por carro/km em 2019”, informou o Metrô.

“A queda é justificada pelos investimentos do Metrô em melhorias, como a troca de sistemas de controle de trens na Linha 2-Verde, que permite a circulação mais homogênea, reduzindo as necessidades de aceleração, além dos sistemas de reaproveitamento da energia gerada pela frenagem dos trens de todas as linhas”, detalhou também.

A companhia informou ainda que está sendo feita a prospecção de projetos para a geração de energia para tração dos trens por fontes renováveis, com objetivo de reduzir custos e seguir a diretriz de sustentabilidade.

Jessica Marques para o Diário do Transporte

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