Justiça autoriza força policial para cumprimento de 70% da frota em greve de ônibus de Maringá
Publicado em: 18 de setembro de 2020
Primeiros veículos começaram a deixar as garagens no final da tarde
ADAMO BAZANI
O vice-presidente do Tribunal Regional do Trabalho da 9ª Região, do Paraná, desembargador Célio Horst Waldraff, autorizou na tarde desta sexta-feira, 18 de setembro de 2020, o uso de força policial para garantir o cumprimento de 70% da frota durante a greve de ônibus na cidade de Maringá.
Quase toda a frota de ônibus municipais estava parada desde quarta-feira, 16, quando começou a greve de motoristas e demais funcionários das companhias TCCC – (Transporte Coletivo Cidade Canção) e Cidade Verde.
Com a determinação, os primeiros coletivos começaram a sair das garagens, mas a greve continua.
O magistrado determinou que um oficial de justiça verifique a saída dos ônibus nos horários de pico.
“A verificação deverá ser feita no horário de pico – hoje, dia 18/09/2020, na saída dos veículos da garagem das empresas, na madrugada do dia 19/09/2020 (4:00), no endereço Av. Monteiro Lobato, n. 473 e repetir-se na segunda-feira, dia 21 de setembro, nos mesmos horários, estando autorizado a requerer força policial para o cumprimento.” – diz trecho da decisão.
A decisão que determinou 70% da frota prevê uma multa de 70% para o sindicato da categoria.
Como mostrou o Diário do Transporte, terminou sem acordo na manhã desta sexta-feira, 18 de setembro de 2020, mais uma tentativa de conciliação no MPT – Ministério Público do Trabalho entre o Sindicato dos Condutores de Veículos Rodoviários de Maringá (Sinttromar) e as empresas de ônibus.
Com isso, a greve da categoria continua por tempo indeterminado.
Os trabalhadores pedem reposição das perdas inflacionárias e PLR – Participação nos Lucros e Resultados.
Ao longo das negociações, a categoria teria concordado em receber a PLR em outro momento, desde que a reposição pela inflação fosse feita.
As empresas de ônibus que operam na cidade, TCCC – (Transporte Coletivo Cidade Canção) e Cidade Verde, entretanto, afirmaram que, por causa da queda no número de passageiros não têm condições de realizar as perdas inflacionárias.
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes



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