Bruno Covas instaura “home-office” permanente para servidores públicos na cidade de São Paulo

Publicado em: 15 de setembro de 2020

Trólebus em frente à prefeitura de São Paulo. Redução na lotação do transporte público é uma das alegações

Funcionários públicos terão de seguir escalas. Redução da lotação no transporte coletivo e dos congestionamentos está entre as justificativas

ADAMO BAZANI

O que era uma alternativa para reduzir o risco de contágio pelo novo coronavírus, causador da pandemia de Covid-19, agora vai virar prática permanente no funcionalismo público da cidade de São Paulo: o teletrabalho ou o chamado home-office.

O prefeito da capital paulista, Bruno Covas, publicou no diário oficial da cidade desta terça-feira, 15 de setembro de 2020, o decreto 59.755 que institui o regime permanente de teletrabalho nos órgãos da administração direta, autarquias e fundações do Município de São Paulo.

A adesão dos servidores ou empregados públicos eleitos para o regime de “home-office” é facultativa e secretários e subprefeitos terão 90 dias para apresentar os planos deste tipo de trabalho.

De acordo com o decreto, com a pandemia foi possível constatar que o teletrabalho trouxe benefícios como redução do trânsito e poluição; menor pressão sobre os sistemas de transportes, em especial ônibus, trens e metrôs e redução de despesas de custeio.

Os servidores que estiverem em teletrabalho poderão a qualquer momento ser chamados pela chefia para atuarem presencialmente, desde que com quatro horas mínimas de antecedência.

Cada secretaria vai determinar as normas de regime de trabalho e deve estabelecer metas para os funcionários públicos.

O teletrabalho será empregado apenas para funções que podem ser realizadas à distância e deve haver mescla entre o trabalho presencial e o remoto.

As escalas semanais podem ser, de acordo com o decreto, da seguinte maneira:

I – 4 (quatro) dias de trabalho à distância e 1 (um) dia de trabalho presencial;

II – 3 (três) dias de trabalho à distância e 2 (dois) dias de trabalho presencial;

III – 2 (dois) dias de trabalho à distância e 3 (três) dias de trabalho presencial

O trabalho à distância não pode ser realizado em folgas ou nos períodos das férias.

Já as regras de teletrabalho para a pandemia de Covid-19 serão mantidas até o fim do estado de calamidade pública.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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Comentários

  1. Fernando Testa disse:

    Vergonha.
    Ano eleitoral.
    Se a Adm. não funciona presencialmente.
    Que dirá em Home Office.

  2. RodrigoZika disse:

    Prefeito que nunca existiu na cidade, e somente capacho do Doria, vergonha.

  3. Sueli disse:

    Absurdo , VERGONHOSO, esse prefeito é realmente Incopetente .

  4. Mariana Tratoria Spectaculare disse:

    Esse aí nunca mais ganha nada . Nem pra zelador de prédio! Um fútil!

  5. Conceição disse:

    Desculpe, mas não se pode generalizar. Nem todo funcionário público é folgado, assim como nem todo funcionário de empresa privada é esforçado e producente.

  6. Aldino Araujo Costa Filho disse:

    Mas esqueceu de dizer quando vai enviar aos funcionários públicos os equipamentos necessários para realizar os trabalhos em home Office como por exemplo computadores, acesso à internet, entre outros.

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