Gestão Doria promete mandar efetivo máximo de PMs para o Litoral e Interior contra aglomerações no Feriado de 7 de Setembro
Publicado em: 2 de setembro de 2020
Em entrevista coletiva, nesta quarta-feira, 02 de setembro, governador voltou também a defender reforma que contempla o fim da EMTU
ADAMO BAZANI/WILLIAN MOREIRA
O governador de São Paulo, João Doria, voltou a criticar as aglomerações em pontos turísticos e responsabilizou os prefeitos para que evitem episódios semelhantes neste feriado prolongado de Independência aos que ocorreram no último feriado, principalmente em praias.
A declaração ocorreu em entrevista coletiva no início da tarde desta quarta-feira, 02 de setembro de 2020, no Palácio dos Bandeirantes, sede do Governo Paulista.
O secretário de Desenvolvimento Regional, Marco Vinholi, disse que foram realizadas reuniões com prefeitos que o Estado dará apoio para os administradores municipais evitarem as aglomerações, inclusive com fiscais e técnicos da vigilância sanitária.
Vinholi disse ainda, citando o secretário de Segurança Pública, general João Camilo Pires de Campos, que o efetivo máximo da Polícia Militar será disponibilizado nestas regiões no feriado prolongado para ajudar os prefeitos a evitar as aglomerações e o desrespeito do uso de máscara, mas que não serão tomadas ações repreensivas.
Serão realizadas blitze em rodovias. Doria afirmou que a PM vai agir desde que solicitada pelos prefeitos.
Vinholi disse que ainda nesta quarta-feira, os prefeitos de 70 estâncias turísticas do Estado de São Paulo vão apresentar os pedidos de apoio ao Governo que podem incluir barreiras sanitárias e policiamento de trânsito.
REFORMAS E FIM DA EMTU:
Na mesma entrevista coletiva no início da tarde desta quarta-feira, 02 de setembro de 2020, Doria voltou a defender a reforma administrativa proposta por sua gestão e que está em análise pelos deputados da Alesp – Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo.
Nesta reforma administrativa do Governo Doria está a extinção de 11 empresas e autarquias públicas, entre as quais a EMTU – Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos, que gerencia os ônibus que ligam cidades diferentes em regiões metropolitanas e o VLT – Veículo Leve sobre Trilhos entre Santos e São Vicente, no litoral.
Doria disse a reforma vai garantir o reequilíbrio fiscal, a manutenção dos serviços básicos e atrair investimentos.
“ As reformas representam a vacina para o País sair da crise econômica em decorrência da Covid-19 e contra o populismo irresponsável”- disse
Aprovar a extinção de empresas como EMTU e CDHU – Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano não deve ser tarefa fácil para Doria.
Como tem mostrado o Diário do Transporte, além de críticas de especialistas, a proposta tem recebido uma série de emendas contrárias.
Relembre:
O governador ainda falou sobre desestatização, o que considera uma necessidade, e citou a PPP – Parceria Público Privada da Linha 6 – Laranja do Metrô (Vila Brasilândia/São Joaquim) cujas obras serão retomadas. Entretanto, a PPP não teve sucesso no primeiro contrato e desde 2016 não ocorria o avanço das obras. A concessão do Consórcio Move São Paulo, formado pelas empresas Odebrecht, Queiroz Galvão e UTC, o primeiro a assumir a linha, foi repassada para o grupo espanhol Acciona no início de julho de 2020.
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes


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